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Posts Tagged ‘Dafra’

A leitora Patrícia postou um comentário que creio que deve ser as dúvidas de muitas pessoas que chegam aqui no blog: que moto comprar? Dafra ou Sundown? Hunter 100 ou Super 100?

Veja o que a Patrícia escreveu:

“Cara! que sorte, heim?

Estava procurando matérias sobre motos de baixas cilindradas e cá encontrei o seu blog! Muito bom!
Parabéns.

No post você citou a Super100 da Dafra como comparação a Hunter. A Dafra tem realmente qualidade inferior?
A Hunter satisfaz para percorrer distâncias pequenas? tipo casa-academia-trabalho-faculdade-casa?
E sobe ladeiras normal? Ou é forçar muito?

Desculpa por tantas perguntas é que fiquei interessada na Hunter, porém não conheço muito de moto.

Abraços e boa recuperação!”

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

E eu respondi a ela num texto longo, mas onde procurei ser esclarecedor, expondo meus pontos de vista:

Boa tarde, Patrícia!

Inicialmente, quero lhe agradecer pela sua visita ao blog, pela suas perguntas e por suas estima de minha recuperação.

Bom, vamos lá:

– Longe de se desculpar, você tem mais é que perguntar mesmo. É perguntando que passamos a saber sobre alguma coisa. E para mim, é muito bom responder perguntas como as suas, pois me estimula a pesquisar sobre novos assuntos.

-Sobre as motos, a primeira coisa que tem-se que ter em mente é que são duas motos de baixo custo produzidas na China, pelo mesmo fabricante: Qingqi e comercializadas no Brasil pela Dafra e Sundown por preços bastante parecidos: R$ 2990,00 em média, sem incluir o emplacamento e documentação.

Visualmente, as duas são gêmeas idênticas, com uma sutil diferença na alavança do afogador: na Super 100 é um pino de metal curvado em “L” e na Sundown é uma peça plástica semelhante a uma válvula/torneira. Ambas são projetos simplificados de motos urbanas, remetendo aos anos 70.

Os motores produzem potência equivalente, na casa dos 7,07 cv (como comparação, a Suzuki Yes tem 125cc de cilindrada e quase 15cv de potência). Os números se assemelham também no consumo: com média de 40 a 50 km/litro e tanque de combustível com total de 10 litros, com ligeira vantagem da Hunter, que tem 1,5 litro de reserva (8,5 litros sem a reserva).

E na hora de abastecer, começam algumas diferenças sutis: uma queixa comum de donos de Super 100 é que a moto vaza combustível pela tampa do tanque quando totalmente abastecida, por mais que se troque a tampa por outra de mesma marca e modelo.

Este é um problema que ainda não experimentei na Hunter. Normalmente uso-a até “secar o tanque”, quando falta pouquíssimo para se esgotar a reserva. Daí abasteço os dez litros, ficando no limite do abastecimento recomendado pelo fabricante. É completar o tanque, fechar e seguir trajeto. Nenhuma gota escorre de lá. Não podendo se dizer o mesmo da Super 100.

Um item de comodidade que ambas possuem é o bagageiro na traseira, que serve para transportar pequenos volumes e como alça para um eventual passageiro na garupa. Em ambas, convém não colocar peso em excesso sobre essa peça:para cada 1kg colocado sobre o bagageiro traseiro, é como se fossem colocados na verdade 7kg sobre a peça.

E aí a Dafra mostra outra vez uma face de pouca resistência: uma outra queixa tão comum quanto o vazamento de combustível é a quebra das ferragens do bagageiro, por uma, duas e até três vezes consecutivas, seja trocando a peça ou ressoldando-a.

Outro fator negativo comum é a ocorrência de infiltração de águal no painel da Dafra, havendo casos comuns de substituição integral do painel, sem que contudo, o problema fosse solucionado.

Não é intriga nem disse-me-disse. É o que verifico nos fóruns de motos e motociclismo: relatos de donos de uma e outra moto e suas dores de cabeça e alegrias.

Minha pequena Hunter atualmente está com 799,1km rodados, desde setembro/2009 e até o momento só apresentou erros de montagem pela concessionária, logo no início do uso e todos foram solucionados sem que fossem cobrados valores para isso.

Apenas essa queda que sofri é que fez com que fossem trocadas 12 peças integrantes da moto, incluindo-se aí o painel todo, que ficou bastante avariado no acidente.

No mais, a Hunter é uma motinho muito boa. É honesta: você paga 3 mil reais e vai receber uma moto que vale esse dinheiro, centavo a centavo.

No trânsito, ela é bem esperta, ágil e boa de saída nos sinais, deixando normalmente muita CG e Titan pra trás.

O consumo, como lhe disse, é campeão: de 40 a 50km/l. A motinho é leve: 86kg de peso seco e comporta uma carga máxima de 150kg somando-se o piloto, garupa, equipamentos e bagagem. Na minha Hunter, já cheguei perto desse limite carregando uma pessoa na garupa e a moto não negou serviço nem deu sinais de fraqueza.

Conferi o relato de um dono de Hunter que pesa 80kg e frequentemente anda com a esposa, que pesa menos de 60 e a motinho segue firme andando bem.

Para pequenas distâncias é uma boa pedida. Rodava com minha moto até a data do acidente uma média de 100, 120km/semana, indo de casa para o trabalho e voltando de segunda a sexta. E aos finais de semana, indo visitar amigos em bairros distantes ou simplesmente, dando uma volta na cidade pra espairecer.

Para o seu trajeto (casa, malhação, trabalho, facul e casa) ela tem tudo pra te atender bem.

O que destaco de negativo, tanto nela quanto na Super 100 são três coisas:


1 – a espuma do banco deveria ser mais densa (não dura, densa), pois após uma hora ininterrupta de andança ou mais, começa-se a sentir a ferragem do banco sob o corpo, mas isso ocorreu comigo apenas uma vez.

2 – Outro ponto ruim são os freios, que eu considerei muito pequenos pra ambas as motos, mesmo sendo de baixa cilindrada. Na dúvida, use bem o freio-motor e dirija de forma preventiva/defensiva, antecipando as reduções de velocidade e marcha quando necessário.

3 – o nível de ruído é um pouco alto do meu ponto de vista nas duas motos, mas isso é amenizado após os primeiros mil km rodados (amaciamento).

De positivo, o consumo, a valentia do motor, a baixa manutenção (Hunter. Dafra não tenho como avaliar, mas vê-se que há uma melhor aceitação da Hunter), a potência do farol da Hunter é algo a se destacar: ilumina bem, inclusive, é mais claro e tem facho mais longo comparado com motos como a Suzuki Yes / Honda CG/Titan/Fan e o baixíssimo índice de roubo.

E pra terminar, antes que eu me esqueça: a Hunter 100cc não tem medo de ladeiras. Na cidade em que moro (Campo Grande-MS), passo por uma série de ladeiras, de variadas inclinações, pois a cidade está sobre uma serra e a motinho se desloca com muita valentia. Mesmo com garupa.

Meu comentário final é este: estou satisfeito com minha Hunter100cc. Não tenho como recomendar a compra desta ou daquela marca/produto, mas no que te posso dizer de comparativo, ficaria novamente com uma Hunter, se fosse pensar em trocar de moto.

Grande abraço e continue lendo este blog. Muito obrigado pelo seu comentário!

Daniel Francelino.

Editor.

a tarde, Patrícia!

Inicialmente, quero lhe agradecer pela sua visita ao blog, pela suas perguntas e por suas estima de minha recuperação.

Bom, vamos lá:

– Longe de se desculpar, você tem mais é que perguntar mesmo. É perguntando que passamos a saber sobre alguma coisa. E para mim, é muito bom responder perguntas como as suas, pois me estimula a pesquisar sobre novos assuntos.

-Sobre as motos, a primeira coisa que tem-se que ter em mente é que são duas motos de baixo custo produzidas na China, pelo mesmo fabricante: Qingqi e comercializadas no Brasil pela Dafra e Sundown por preços bastante parecidos: R$ 2990,00 em média, sem incluir o emplacamento e documentação.

Visualmente, as duas são gêmeas idênticas, com uma sutil diferença na alavança do afogador: na Super 100 é um pino de metal curvado em “L” e na Sundown é uma peça plástica semelhante a uma válvula/torneira. Ambas são projetos simplificados de motos urbanas, remetendo aos anos 70. Os motores produzem potência equivalente, na casa dos 7,07 cv (como comparação, a Suzuki Yes tem 125cc de cilindrada e quase 15cv de potência). Os números se assemelham também no consumo: com média de 40 a 50 km/litro e tanque de combustível com total de 10 litros, com ligeira vantagem da Hunter, que tem 1,5 litro de reserva (8,5 litros sem a reserva).

E na hora de abastecer, começam algumas diferenças sutis: uma queixa comum de donos de Super 100 é que a moto vaza combustível pela tampa do tanque quando totalmente abastecida, por mais que se troque a tampa por outra de mesma marca e modelo. Este é um problema que ainda não experimentei na Hunter. Normalmente uso-a até “secar o tanque”, quando falta pouquíssimo para se esgotar a reserva. Daí abasteço os dez litros, ficando no limite do abastecimento recomendado pelo fabricante. É completar o tanque, fechar e seguir trajeto. Nenhuma gota escorre de lá. Não podendo se dizer o mesmo da Super 100.

Um item de comodidade que ambas possuem é o bagageiro na traseira, que serve para transportar pequenos volumes e como alça para um eventual passageiro na garupa. Em ambas, convém não colocar peso em excesso sobre essa peça:para cada 1kg colocado sobre o bagageiro traseiro, é como se fossem colocados na verdade 7kg sobre a peça. E aí a Dafra mostra outra vez uma face de pouca resistência: uma outra queixa tão comum quanto o vazamento de combustível é a quebra das ferragens do bagageiro, por uma, duas e até três vezes consecutivas, seja trocando a peça ou ressoldando-a.

Outro fator negativo comum é a ocorrência de infiltração de águal no painel da Dafra, havendo casos comuns de substituição integral do painel, sem que contudo, o problema fosse solucionado.

Não é intriga nem disse-me-disse. É o que verifico nos fóruns de motos e motociclismo: relatos de donos de uma e outra moto e suas dores de cabeça e alegrias.

Minha pequena Hunter atualmente está com 799,1km rodados, desde setembro/2009 e até o momento só apresentou erros de montagem pela concessionária, logo no início do uso e todos foram solucionados sem que fossem cobrados valores para isso. Apenas essa queda que sofri é que fez com que fossem trocadas 12 peças integrantes da moto, incluindo-se aí o painel todo, que ficou bastante avariado no acidente.

No mais, a Hunter é uma motinho muito boa. É honesta: você paga 3 mil reais e vai receber uma moto que vale esse dinheiro, centavo a centavo.

No trânsito, ela é bem esperta, ágil e boa de saída nos sinais, deixando normalmente muita CG e Titan pra trás. O consumo, como lhe disse, é campeão: de 40 a 50km/l. A motinho é leve: 86kg de peso seco e comporta uma carga máxima de 150kg somando-se o piloto, garupa, equipamentos e bagagem. Na minha Hunter, já cheguei perto desse limite carregando uma pessoa na garupa e a moto não negou serviço nem deu sinais de fraqueza. Conferi o relato de um dono de Hunter que pesa 80kg e frequentemente anda com a esposa, que pesa menos de 60 e a motinho segue firme andando bem.

Para pequenas distâncias é uma boa pedida. Rodava com minha moto até a data do acidente uma média de 100, 120km/semana, indo de casa para o trabalho e voltando de segunda a sexta. E aos finais de semana, indo visitar amigos em bairros distantes ou simplesmente, dando uma volta na cidade pra espairecer.

Para o seu trajeto (casa, malhação, trabalho, facul e casa) ela tem tudo pra te atender bem.

O que destaco de negativo, tanto nela quanto na Super 100 são três coisas:

1 – a espuma do banco deveria ser mais densa (não dura, densa), pois após uma hora ininterrupta de andança ou mais, começa-se a sentir a ferragem do banco sob o corpo, mas isso ocorreu comigo apenas uma vez.

2 – Outro ponto ruim são os freios, que eu considerei muito pequenos pra ambas as motos, mesmo sendo de baixa cilindrada. Na dúvida, use bem o freio-motor e dirija de forma preventiva/defensiva, antecipando as reduções de velocidade e marcha quando necessário.

3 – o nível de ruído é um pouco alto do meu ponto de vista nas duas motos, mas isso é amenizado após os primeiros mil km rodados (amaciamento).

De positivo, o consumo, a valentia do motor, a baixa manutenção (Hunter. Dafra não tenho como avaliar, mas vê-se que há uma melhor aceitação da Hunter), a potência do farol da Hunter é algo a se destacar: ilumina bem, inclusive, é mais claro e tem facho mais longo comparado com motos como a Suzuki Yes / Honda CG/Titan/Fan e o baixíssimo índice de roubo.

E pra terminar, antes que eu me esqueça: a Hunter 100cc não tem medo de ladeiras. Na cidade em que moro (Campo Grande-MS), passo por uma série de ladeiras, de variadas inclinações, pois a cidade está sobre uma serra e a motinho se desloca com muita valentia. Mesmo com garupa.

Meu comentário final é este: estou satisfeito com minha Hunter100cc. Não tenho como recomendar a compra desta ou daquela marca/produto, mas no que te posso dizer de comparativo, ficaria novamente com uma Hunter, se fosse pensar em trocar de moto.

Grande abraço e continue lendo este blog. Muito obrigado pelo seu comentário!

Daniel Francelino.

Editor.

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Auto-ironia…

Vi em um bocado de sites a seguinte manchete, sobre os lançamentos da Sundown:

” A ‘revolução’ vai começar a fazer barulho “.

Daí eu faço o seguinte xiste jocoso,  numa auto-ironia (ou seria uma moto-ironia?):

-A “revolução” que eu tenho da Sundown na garagem faz barulho desde que a comprei… E ainda dizem que a barulheira é perfeitamente normal… (risos)

É, meus amigos, rindo pra não chorar (de raiva)…

Quer uma piada de mau-gosto ainda pior? -Ir à assistência técnica e descobrir que UM espelho retrovisor custa a “miséria” de R$ 22,00. Não é R$22 o par. É cada um! Tudo por que é ‘original’. Sei… Se eu colocar um da Dafra Super 100 nem um perito vai saber a diferença entre um e outro…

*Só que na Dafra, cada um custa quase a mesma coisa: R$ 20,00 (ou seja: tanto faz…).

Mas com um agravante: o retrovisor da Super 100 me pareceu muito frágil. Mais frágil que o da Hunter… Entre um e outro, fico com o da Hunter mesmo…

Enquanto isso, no Wal-Mart aqui de Campo Grande – MS, tem retrovisor universal da CG/YBR/Biz a R$ 10,00.

(*editado às 13h16 para acréscimo da informação)

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