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Peças compatíveis

Já faz algum tempo, me perguntaram via comentários que peças serviam na Hunter 100, como alternativa melhor ou equivalente às originais, em caso de falta na autorizada, ou falta de dinheiro pra uma original.

Vou começar a lista com base em informações colhidas no orkut e fóruns de discussão:

Amortecedores traseiros___________________________ Yamaha YBR

Lonas de freio ___________________________________ Honda Biz 100

Pedaleira do piloto _______________________________ Honda Biz 100

Vela de ignição __________________________________ Honda Biz 100

Pedal do câmbio / pedal de partida ___________________ Honda Biz 100

Escapamento ___________________________________  Honda Pop 100

Lanternas de seta_________________________________ Suzuki Intruder

Cabo de velocímetro ______________________________ CG 150

Lanterna traseira _________________________________ CG 125 antiga / Shineray XY 50cc

Conjunto de tração (relação) ________________________ Sundown Web

Além, claro, de todas as peças de sua irmã-gêmea, Super 100 da Dafra.

Importante: Nenhuma destas substituições foi feita por mim em minha moto nem em outras motos. Como disse, são informações coletadas em fóruns de discussão e redes sociais. Vá por sua conta e risco.

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Medo de moto

Dia desses, na empresa onde eu trabalho, fui perguntado, num tom meio irônico, que eu gostava de moto, eu “devia andar desde que era moleque”. Pois é…. a minha interlocutora não acreditou e acho que nem você leitor vai acreditar, mas…

Eu tinha um medo patológico de motos

Parece mentira, não é? -Tudo bem… pode fazer essa cara de “não acredito”, que eu já estou acostumado to

Não é assim que você vai perder o medo de andar de moto!

Não é assim que você vai perder o medo de andar de moto!

da vez que conto isso. E agora, resolvi contar pra toda a rede.

Lembro-me, não sei como e nem por que, tinha um medo absurdo de motos quando era criança. Isso desde meus 5, 6 anos, que é de quando me lembro de ter memórias permanentes da infância. O fato é que esse medo todo era imenso: tinha medo de andar na garupa, mesmo com capacete  — numa época em que capacete era só pra inglês ver. Me apavorava a idéia de ficar sobre a moto mesmo que ela estivesse parada. Imagine andar em uma, nem que fosse na garupa?

Essa motofobia durou até 2001, eu já com 18 anos na cara, safo do exército (dispensado, fique bem esclarecido) e indo fazer o tal Exame Nacional do Ensino Médio – Enem. Domingo de um sol de rachar na cidade, eu, já correndo contra o tempo pra não me atrasar para a prova, já tinha ficado “plantado” no ponto de ônibus um tempão, sem que aparecesse o ‘busão’. Decidi então ir à procura de um ponto de moto-táxi, uma opção na época só um pouco mais cara que o ônibus e bem mais em conta que um táxi propriamente dito. E lá fui eu, pensando na prova que não poderia perder e no medo de moto já começando a tomar conta dos pensamentos…

Ainda havia um mototaxista no ponto. Perguntei o valor de uma corrida até o endereço onde ia fazer a prova. Preço combinado, era a hora de encarar um dos meus maiores medos: o medo de moto. Com a hora já avançada, coloco o capacete com alguma dificuldade, afivelo-o bem, como se achasse que iria me acidentar antes mesmo de subir na moto. Subo na garupa, me seguro bem nas alças laterais, digo “pronto” e seguimos o trajeto. Temendo a moto e temendo perder a prova, peço para o mototaxista ir um pouco mais rápido: “pode dar uma apuradinha, viu?”. Segundos depois, pensei que era melhor que eu tivesse ficado de boca fechada… o que se seguiu teria sido suficiente para que eu tivesse um mal súbito: dos 40/h escalonamos rápido pra uma velocidade bem perto do dobro disso… e em vias urbanas, de pavimentação ridiculamente mal-feita, como os campo-grandenses bem sabem.

E lá ia moto, ziguezagueando por entre uns poucos carros, trocando de faixa o tempo todo e por vezes, fazendo ultrapassagens pela esquerda em uma avenida de mão dupla, a Av. Zahran, que na época, ainda não tinha os canteiros de concreto dividindo as pistas. Nem preciso dizer que essas ultrapassagens acabavam invadindo a contra-mão. Pura emoção, amigo leitor. E como diz um certo narrador esportivo não muito bem retratado em mídias sociais: “Haaaaaaja Coração”.

Por fim, deu tudo certo: consegui chegar a tempo de fazer a prova. E tudo isso são e salvo. Aquele domingo entrou pra minha história por ter sido o dia em que fiz a prova determinante para que tivesse um futuro promissor e mudou pra sempre a forma como via as motos e me sentia em relação a essas máquinas.

Dali em diante, a admiração pelas duas rodas foi ficando mais e mais presente…

– Não que eu não tenha medo nenhum de andar de moto. Respeito os limites: os meus, da moto e do trânsito, mas isso não me livrou de sofrer um acidente nas primeiras semanas de uso de minha primeira moto e nem de eu ter levado meu primeiro tombo quatro meses depois da compra… Esses acidentes me fizeram ter ainda mais respeito pela moto, essa figurinha que não aceita desaforos de quem a conduz.

Viajando com a Cenzinha…

Média de 80 a 95km/h. Com um bom equipamento de proteção e a minha Hunter bem ajustadinha, quem sabe um dia faça isso. Por enquanto, curtam a aventura do Zat Henrique (via Youtube):

E lembre-se: Respeite sempre os limites. Os seus, da estrada e da moto. Obedeça à sinalização e mantenha as revisões da moto em dia, sempre fazendo uma revisão completa antes de pegar a estrada. E sempre, SEMPRE use capacete e equipamentos de proteção de boa qualidade, como jaquetas, proteções de articulação, pescoço, botas e afins. Não há razão quando se ganha uma lesão. Boa viagem!

Uma banda com a Hunter 100cc

E garimpando no Youtube, achei esse vídeo feito pelo Powerartur. Detalhe: minha moto não faz esse ronco suave. Parece mais uma garaparia. Por que será? Escapamento?

Achei bacana a arrastada de pneu antes de passar sobre o quebra-molas… Acho que se arrasto minha moto desse jeito, tomo um tombo federal…

Marco Luque, que divide a bancada de apresentação do Custe o que Custar – CQC na Band, ao lado de Marcelo Tas e Rafinha Bastos, apresenta-se também como Jackson Five, o motoboy. Neste vídeo, Jackson conta uma de suas aventuras no programa do Jô:

E lembre-se: “O que a gente não pode detê-los, junte-se a ele” e “Nós somos lactobacilos vivo”…
Uma ótima semana a todos!

Hibernação

Pôr a moto para hibernar é uma situação que em algum momento da vida você vai acabar fazendo. O meu momento foi a cerca de um mês, quando recebi a informação de que deveria me apresentar ao menu novo trabalho em Curitiba – PR, a alguns milhares de quilômetros de Campo Grande – MS.
Como essa ausência é temporária e não poderia levar a moto comigo, parti então para o proceso de desativação:

Com a moto limpa e seca, levei-a até a garagem de um estacionamento onde ela ficaria pelo tempo em que eu estivesse fora. Estacionei-a bem próxima a um canto, para não atrapalhar a circulação das outras motos que iriam dividir o espaço com ela. Coloquei-a sobre o seu cavalete central e esvaziei ambos os pneus.

Em seguida, removi a tampa lateral esquerda, que dá acesso à bateria. Com o auxílio de uma chave de ajuste e usando luvas grossas de borracha, retirei os cabos e a bateria. Fechando a tampa, o passo seguinte foi o esvaziamento do tanque.

Com pouco mais de quatro litros, usei um galão para aparar o combustível. comecei fechando a válvula de passagem do tanque ao carburador. Com uma chave de fenda, solto o parafuso da cuba, e a gasolina contida ali começa a escorrer. Depois de drená-lo, recoloco o parafuso com cuidado. Carburador seco, agora é a derradeira hora do tanque.

Com as mãos, afrouxei a abraçadeira que une uma das pontas da mangueira à entrada de combustível do carburador. O filtro de combustível escorre um pouco de gasolina, mas nada demais. Posiciono a mangueira na boca do galão e abro a válvula de passagem do tanque. A gasolina começa a escorrer rapidamente.

Em pouco tempo, o tanque está quase vazio. Posiciono a válvula na “reserva” e escorre o pouco que ainda restava. Inclino a moto para escorrer o que ficou no fundo e o tanque fica com uns poucos ml de combustível. Abro a tampa do tanque, borrifo microóleo anticorrosivo no interior dele e da fechadura da tampa. Fecho-o. Borrifo o mesmo microóleo no interior do escapamento e nas partes móveis do carburador, coluna de direção, corrente, embreagem e por fim, no interior do cilindro, onde removi a vela com o auxílio da própria chave de vela. Recoloco-a e a moto está pronta para descansar. Cubroa- com uma capa, tranco-a e agora ela jaz à minha espera. Pela minha volta.

Mimimi de um viajante

Há duas semanas vivo em Curitiba-PR.

Ai, que saudades da minha noiva, da minha casa…

Da minha moto!