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Archive for the ‘Moto contos’ Category

‎18h10 de ontem: trânsito da R. 14 de julho parado da Cândido Mariano até a Av. Mato Grosso. Umas poucas quadras, mas o suficiente pra travar toda a área central de Campo Grande. Carros, ônibus e caminhões: todo mundo parado, os sinais abrindo, fechando e a a situação só piorando: ninguém andava um milímetro que fosse.

Ninguém exceto quem estava de moto. E eu me incluo no grupo. Desisti de esperar a boa vontade e educação dos motoristas e fui abrindo caminho: todo mundo parado, corredores suficientes para passar com a moto, velocidade baixa e constante, equilíbrio e buzina.

Passando e ‘bibi-bibi-bibi-bibi’. Todos os outros motociclistas vendo que era possível, foram no rastro. Em 5 minutos, congestionamento — que está ficando mais comum que Tereré em dia de calor nessa cidade — transposto. Sem sustos, sem arranhões, sem quedas, sem acidentes. E com expressões de decepção nas caras dos motoristas que ficaram presos ali até sabe-se lá quando.

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Dia desses, na empresa onde eu trabalho, fui perguntado, num tom meio irônico, que eu gostava de moto, eu “devia andar desde que era moleque”. Pois é…. a minha interlocutora não acreditou e acho que nem você leitor vai acreditar, mas…

Eu tinha um medo patológico de motos

Parece mentira, não é? -Tudo bem… pode fazer essa cara de “não acredito”, que eu já estou acostumado to

Não é assim que você vai perder o medo de andar de moto!

Não é assim que você vai perder o medo de andar de moto!

da vez que conto isso. E agora, resolvi contar pra toda a rede.

Lembro-me, não sei como e nem por que, tinha um medo absurdo de motos quando era criança. Isso desde meus 5, 6 anos, que é de quando me lembro de ter memórias permanentes da infância. O fato é que esse medo todo era imenso: tinha medo de andar na garupa, mesmo com capacete  — numa época em que capacete era só pra inglês ver. Me apavorava a idéia de ficar sobre a moto mesmo que ela estivesse parada. Imagine andar em uma, nem que fosse na garupa?

Essa motofobia durou até 2001, eu já com 18 anos na cara, safo do exército (dispensado, fique bem esclarecido) e indo fazer o tal Exame Nacional do Ensino Médio – Enem. Domingo de um sol de rachar na cidade, eu, já correndo contra o tempo pra não me atrasar para a prova, já tinha ficado “plantado” no ponto de ônibus um tempão, sem que aparecesse o ‘busão’. Decidi então ir à procura de um ponto de moto-táxi, uma opção na época só um pouco mais cara que o ônibus e bem mais em conta que um táxi propriamente dito. E lá fui eu, pensando na prova que não poderia perder e no medo de moto já começando a tomar conta dos pensamentos…

Ainda havia um mototaxista no ponto. Perguntei o valor de uma corrida até o endereço onde ia fazer a prova. Preço combinado, era a hora de encarar um dos meus maiores medos: o medo de moto. Com a hora já avançada, coloco o capacete com alguma dificuldade, afivelo-o bem, como se achasse que iria me acidentar antes mesmo de subir na moto. Subo na garupa, me seguro bem nas alças laterais, digo “pronto” e seguimos o trajeto. Temendo a moto e temendo perder a prova, peço para o mototaxista ir um pouco mais rápido: “pode dar uma apuradinha, viu?”. Segundos depois, pensei que era melhor que eu tivesse ficado de boca fechada… o que se seguiu teria sido suficiente para que eu tivesse um mal súbito: dos 40/h escalonamos rápido pra uma velocidade bem perto do dobro disso… e em vias urbanas, de pavimentação ridiculamente mal-feita, como os campo-grandenses bem sabem.

E lá ia moto, ziguezagueando por entre uns poucos carros, trocando de faixa o tempo todo e por vezes, fazendo ultrapassagens pela esquerda em uma avenida de mão dupla, a Av. Zahran, que na época, ainda não tinha os canteiros de concreto dividindo as pistas. Nem preciso dizer que essas ultrapassagens acabavam invadindo a contra-mão. Pura emoção, amigo leitor. E como diz um certo narrador esportivo não muito bem retratado em mídias sociais: “Haaaaaaja Coração”.

Por fim, deu tudo certo: consegui chegar a tempo de fazer a prova. E tudo isso são e salvo. Aquele domingo entrou pra minha história por ter sido o dia em que fiz a prova determinante para que tivesse um futuro promissor e mudou pra sempre a forma como via as motos e me sentia em relação a essas máquinas.

Dali em diante, a admiração pelas duas rodas foi ficando mais e mais presente…

– Não que eu não tenha medo nenhum de andar de moto. Respeito os limites: os meus, da moto e do trânsito, mas isso não me livrou de sofrer um acidente nas primeiras semanas de uso de minha primeira moto e nem de eu ter levado meu primeiro tombo quatro meses depois da compra… Esses acidentes me fizeram ter ainda mais respeito pela moto, essa figurinha que não aceita desaforos de quem a conduz.

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