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Archive for the ‘Assitência Técnica e Reparos’ Category

A Sundown motos Brasil & Movimento S.A. dá sinais de retorno ao mercado das duas rodas. A notícia mais recente sobre a marca é de que há um novo distribuidor exclusivo de motopeças.
A HM Comércio de Autopeças, razão social da Máquina HM, conquistou a exclusividade para distribuição de componentes originais junto à Sundown Motos após ter adquirido grande estoque das peças e ainda importado um volume significativo de peças para composição de seu mix de produtos.
O novo distribuidor é uma empresa nova, mas composta por pessoas que atuam no segmento duas rodas já há duas décadas e que irá trabalhar com peças e acessórios no mercado multimarcas em todo o Brasil.

“A HM não pertence à Sundown e nem possui sociedade com a fábrica”, Como explica Júlio César Victor, gerente comercial da HM: “é uma empresa independente e que não possui vínculo com a Sundown ou qualquer outra do segmento. Os produtos são todos comprados — originais SDW ou Multimarcas — e posteriormente vendidos por seus representantes”.

Peças para reposição da frota

Perguntado sobre a razão dos revendores de autopeças comprarem peças Sundown originais, Victor responde: “existe um grande número de motocicletas Sundown na frota circulante que ficou sem o abastecimento correto de peças durante mais de um ano.
Esse abastecimento está sendo normalizado através da HM que irá disponibilizar as peças no mercado multimarcas e, proporcionar aos proprietários de motocicleta Sundown a oportunidade de encontrar as peças com maior facilidade, mesmo onde não existe mais concessionários”.
Vale a pena comprar peças Sundown para revender? Segundo Victor, sim. “0 revendedor que investir na compra de peças Sundown certamente fará um bom negócio, irá aumentar as vendas de sua loja com um produto que dá boas margens de venda”, diz.

E, caso a marca abra concessionária na mesma região onde o lojista já venda as  peças, o abastecimento não terá prejuízos, é o que afirma o gerente comercial da HM Comércio de peças: “Mesmo que seja montado alguma concessionária na região, os clientes que tiverem relacionamento comercial com a HM terão estoque de peças garantido”.

Sundown: voltou, estacionou ou faliu?
É conhecida essa pergunta. Já faz algum tempo que as interrogações começaram a povoar o tema ‘Sundown’ nas conversas de motociclistas, proprietários ou não de motos da marca, e entre jornalistas e ex-concessionários que ficaram sem notícias desde 2011 e mais ainda neste ano.
Tudo o que se sabia até o momento era a aquisição da Sundown pelo Grupo Binotto, depois uma tentativa de retomada do mercado, a ausência de última hora da marca no Salão Duas Rodas de 2011, o website que saiu do ar e voltou a funcionar muitos meses depois e por fim, a notícia de que a Sundown iria indenizar dívidas trabalhistas mediante pagamento a seus empregados em produtos, no caso, motos Max SE e SED, como informado no site do Sindicato dos metalúrgicos do Amazonas.

Mas a Sundown está retornando aos poucos ao mercado. Isso é reforçado pela informação de que a fábrica segue produzindo as motos normalmente, segundo informado por fonte que fez contato com o blog, e está tentando retomar seu mercado a partir deste ano.

 

Os modelos em produção atualmente são as Max SE e SED, a Future , a Web (que voltará a ser produzida) e a Outlook. Esta última pouco vista até o momento.

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Você que sempre quis saber como fica uma moto quando está hibernando, vai ver como ficou a minha Hunter 100 exatos treze meses parada.

Acompanhe nas fotos e comente!

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Aqui, ainda coberta. Poeira de um ano e um mês acumulada. E isso vai se repetir nas próximas fotos.

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E eis que surge a guerreira…

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Pela camada de poeira que cobre o paralama dianteiro, dá pra ter uma ideia do que me aguarda

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Motor, cambio e carenagens na mesma situação: uma crosta de poeira

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banco: nem preciso descrever… Logo logo a cor original dele reaparece

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No documento está: cor predominante: preta. Nem parece, né?

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835km. Mas como é o segundo painel (vide o post Queda!), somando os 700km do antigo painel, dão 1535km totais. Repare que os ponteiros ficaram amarelados. Antes eram bem brancos.

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Nem só de crosta de poeira resultou esse um ano parada. A motinho também colecionou muitas teias de aranha, transformando-se num verdadeiro condomínio para os aracnídeos. Se você tem aracnofobia, limpe sua moto com frequência!

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Veja o estado em que se encontrava a tampa do tanque: totalmente repleta de oxidação do combustível. E olhe que eu inspecionava a cada vez que vinha visitar a moto.

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Tira-se a tampa do tanque e temos… um fóssil! O bocal do também também apresentava pontos superficiais de ferrugem.

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Teias, teias e teias de aranha. Fora as aranhas vivas que fui achando pela moto…

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Olha aí uma das (dezenas de) aranhas vivas… A ‘intrusa’ logo ficaria sem lar. Mas, fazer o quê? Moto não é condomínio pra insetos.

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Eu já disse que havia muitas aranhas? Olha aí mais uma (o ponto marrom desfocado. Calma, não era uma aranha-marrom… Não tenha medo).

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Um bom banho depois, pronta pra seguir pra oficina e ser reativada. Empurrei a moto à pé, por cerca de uns 3 km, até a oficina onde eu tinha marcado a reativação. Ainda bem que era só seguir em linha reta, como mais da metade do caminho na descida.

O interessante foi que, um ano depois, não havia borrachas ressecadas, pontos de ferrugem nos raios ou aros, ou em outras partes da moto. Tudo bem que ela ficou por todo o período coberta com uma capa, mas isso não a livraria de pegar umidade. Me surpreendeu isso. Basicamente, reativá-la foi só revisar a linha de combustível, fiações, freios, luzes, pneus, lavar, abastecer, trocar a bateria, virar a chave, apertar a partida e sair. Na oficina, também a admiração pelo pouco trabalho que a moto deu foi geral.

Fiquei bem orgulhoso da minha Hunter. E mais do que isso, fiquei muito feliz de ter voltado de vez pra minha vida campo-grandense.

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[esta não é uma postagem paga. O autor ou o blog não receberam nenhum pagamento, seja em mercadoria, seja em espécie ou facilidades para fazer esta postagem]

É fato que a Sundown está aos poucos, voltando à atividade. E é também fato que muitos proprietários de motos da marca tem tido dificuldades em encontrar todas a s peças de que precisam para manter suas máquinas em dia.

Então, coloco aqui informação de pelo menos três lojas onde pode-se fazer contato para conseguir peças:

Starbikes motos (SP) – Revendedor Autorizado Sundown
http://www.starbikesmotos.com.br/

Av. São Miguel, 5291
Ponte Rasa – São Paulo – SP

(11) 2042-7155
(11) 2041-2817
(11) 2041-0622

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Minas & Trilhas (MG) – Revendedor Autorizado Sundown

Av. Dom Pedro II, 3239 – Caiçara

(31) 2526-1099
(31) 2515-1299

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Reviza Moto Peças (MS) – Multimarcas (adquiriu instalações e estoque de peças da antiga revenda Sundown em Campo Grande)

Av. Calógeras, 990
Campo Grande – MS

(67) 3045-4949
(67) 3324-6600

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E claro, aquela informação que já foi publicada há alguns posts atrás:

CONTATO –
O antigo número 0800 da Sundown foi desativado e, segundo a empresa, um novo contato para atendimento a clientes só aguarda aprovação da Telefônica, de São Paulo. Enquanto isso, consumidores podem entrar em contato somente pelo PABX da marca: (11) 3320-5200.

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(Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de Minas. in: http://estadodeminas.vrum.com.br/app/noticia/motos/2011/06/02/interna_motos,43947/sundown-motos-marca-retorna-aos-poucos.shtml)

Depois de meses sem contato até com revendas, produção paralisada e dificuldades na assistência técnica, nova direção promete reerguer empresa e primar pelo pós-venda

Paula Carolina – Estado de Minas Publicação: 02/06/2011 17:16

Gerente da concessionária Minas e Trilhas, Zannuzi Cavalcanti assegura que motos compradas na revenda não ficarão sem garantia
Gerente da concessionária Minas e Trilhas, Zannuzi Cavalcanti assegura que motos compradas na revenda não ficarão sem garantia

Depois do atribulado ano de 2010, que culminou com o fechamento da fábrica, em Manaus, a partir de setembro, a nova diretoria da Sundown Motos garante vida nova.

O presidente, Fernando Buffa, afirma que a produção foi normalizada em março e ressalta que a marca já pensa em novos produtos para este ano. Ele também pretende investir no pós-venda, inclusive promovendo cursos de capacitação para a equipe de mecânicos das concessionárias autorizadas. Na prática, no entanto, a falta de peças ainda é o grande drama dos consumidores.

No fim de 2009, quando a empresa passava por problemas inclusive de origem fiscal, tiveram início as negociações com a atual diretoria. “Nós adquirimos uma pequena participação societária em 2009, num contrato de cogestão, que nos daria a possibilidade de exercer a compra do controle da empresa dentro de um ano.

Opção que fizemos em meados do ano passado. Foi um processo demorado, que terminou no fim do ano, quando tudo para. Então só conseguimos colocar em pé a estrutura financeira em janeiro, quando reabrimos a fábrica. Voltamos a produzir na última semana de fevereiro, sendo de maneira regular a partir de março”, justifica Buffa.

Segundo ele, apesar de dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) indicarem parada na produção em agosto (quando foram produzidas só quatro motocicletas), e ainda sem uma retomada, atualmente já estão sendo produzidas de 2,3 mil a 2,4 mil motos por mês. Informação que apenas não foi passada à associação. E ele acrescenta que, até o fim do ano, pretende ampliar a produção para 4 mil ou 4,5 mil.

De fato, as concessionárias já estão reabastecidas e com modelos 2011.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA – Além de reerguer a fábrica, o novo presidente pretende investir na formação de mecânicos. “O pós-venda é o que conta e é nisso que estamos investindo. Se você procura uma oficina autorizada e sua mota não fica boa, vai embora insatisfeito com a marca”, afirma.

Buffa pretende ir além, incentivando as oficinas autorizadas a se tornarem multimarcas, com o objetivo de atrair novos clientes. “Quanto melhor o serviço, mais você atrai o consumidor para a concessionária.

Se você gosta do serviço e depois eu apresento um produto novo, existe toda a chance de comprar”, continua. Mas, antes de partir para a conquista de novos clientes, a Sundown precisa cuidar do próprio quintal.

A reclamação sobre falta de peças ainda é frequente nas concessionárias e são diversos os processos judiciais originados na época em que a fábrica deixou de operar e, simplesmente, não havia nenhum tipo de contato com clientes, conforme mostrou Veículos na edição de 2 de fevereiro.

Segundo Buffa, resolver o problema das peças é só uma questão de gestão, sendo o fornecimento obviamente de total interesse da fábrica. Ele garante que o mercado será reabastecido com as peças necessárias.

PESQUISA – E gestão de peças é exatamente o que está fazendo a concessionária Minas e Trilhas, única representante da marca em Belo Horizonte. A gerente, Zannuzi de Holanda Cavalcanti, conta que, para amenizar o problema, começou a pesquisar e participar de diversas feiras ligadas ao setor de duas rodas, em busca de peças do mercado paralelo que pudessem amenizar os problemas, pelo menos dos veículos cuja garantia já expirou.

“Encontrei muitos fornecedores no Brasil e isso está resolvendo bastante. Do básico, eu tenho tudo. Só é mais difícil a carenagem”, afirma. “Há pouco, fiz um pedido de R$ 25 mil em peças, dos quais já recebi R$ 9,5 mil”, acrescenta.

Com relação aos veículos ainda dentro do período de garantia – quando normalmente é exigida a peça original –, Zannuzi afirma que a fábrica já voltou a atender e a revenda não está tendo problemas. “A gente manda um e-mail para a fábrica e eles enviam a peça”, garante. O problema ainda é o tempo de espera, em torno de 15 dias. “Mas o que é de revisão normal, é de imediato”, assegura.

Ainda segundo Zannuzi, a partir do mês que vem, o abastecimento com peças originas deve estar normalizado. A gerente da Minas e Trilhas ainda garante que, mesmo havendo algum inconveniente no que diz respeito à garantia, para as motocicletas compradas na concessionária (que está há três anos no mercado), a revenda arca com a garantia e assume qualquer responsabilidade.

CONTATO –  O antigo número 0800 da Sundown foi desativado e, segundo a empresa, um novo contato para atendimento a clientes só aguarda aprovação da Telefônica, de São Paulo. Enquanto isso, consumidores podem entrar em contato somente pelo PABX da marca: (11) 3320-5200.

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Já faz algum tempo, me perguntaram via comentários que peças serviam na Hunter 100, como alternativa melhor ou equivalente às originais, em caso de falta na autorizada, ou falta de dinheiro pra uma original.

Vou começar a lista com base em informações colhidas no orkut e fóruns de discussão:

Amortecedores traseiros___________________________ Yamaha YBR

Lonas de freio ___________________________________ Honda Biz 100

Pedaleira do piloto _______________________________ Honda Biz 100

Vela de ignição __________________________________ Honda Biz 100

Pedal do câmbio / pedal de partida ___________________ Honda Biz 100

Escapamento ___________________________________  Honda Pop 100

Lanternas de seta_________________________________ Suzuki Intruder

Cabo de velocímetro ______________________________ CG 150

Lanterna traseira _________________________________ CG 125 antiga / Shineray XY 50cc

Conjunto de tração (relação) ________________________ Sundown Web

Além, claro, de todas as peças de sua irmã-gêmea, Super 100 da Dafra.

Importante: Nenhuma destas substituições foi feita por mim em minha moto nem em outras motos. Como disse, são informações coletadas em fóruns de discussão e redes sociais. Vá por sua conta e risco.

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Pôr a moto para hibernar é uma situação que em algum momento da vida você vai acabar fazendo. O meu momento foi a cerca de um mês, quando recebi a informação de que deveria me apresentar ao menu novo trabalho em Curitiba – PR, a alguns milhares de quilômetros de Campo Grande – MS.
Como essa ausência é temporária e não poderia levar a moto comigo, parti então para o proceso de desativação:

Com a moto limpa e seca, levei-a até a garagem de um estacionamento onde ela ficaria pelo tempo em que eu estivesse fora. Estacionei-a bem próxima a um canto, para não atrapalhar a circulação das outras motos que iriam dividir o espaço com ela. Coloquei-a sobre o seu cavalete central e esvaziei ambos os pneus.

Em seguida, removi a tampa lateral esquerda, que dá acesso à bateria. Com o auxílio de uma chave de ajuste e usando luvas grossas de borracha, retirei os cabos e a bateria. Fechando a tampa, o passo seguinte foi o esvaziamento do tanque.

Com pouco mais de quatro litros, usei um galão para aparar o combustível. comecei fechando a válvula de passagem do tanque ao carburador. Com uma chave de fenda, solto o parafuso da cuba, e a gasolina contida ali começa a escorrer. Depois de drená-lo, recoloco o parafuso com cuidado. Carburador seco, agora é a derradeira hora do tanque.

Com as mãos, afrouxei a abraçadeira que une uma das pontas da mangueira à entrada de combustível do carburador. O filtro de combustível escorre um pouco de gasolina, mas nada demais. Posiciono a mangueira na boca do galão e abro a válvula de passagem do tanque. A gasolina começa a escorrer rapidamente.

Em pouco tempo, o tanque está quase vazio. Posiciono a válvula na “reserva” e escorre o pouco que ainda restava. Inclino a moto para escorrer o que ficou no fundo e o tanque fica com uns poucos ml de combustível. Abro a tampa do tanque, borrifo microóleo anticorrosivo no interior dele e da fechadura da tampa. Fecho-o. Borrifo o mesmo microóleo no interior do escapamento e nas partes móveis do carburador, coluna de direção, corrente, embreagem e por fim, no interior do cilindro, onde removi a vela com o auxílio da própria chave de vela. Recoloco-a e a moto está pronta para descansar. Cubroa- com uma capa, tranco-a e agora ela jaz à minha espera. Pela minha volta.

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Um termo comum que vejo sendo pesquisado pelas pessoas que chegam aqui no blog é sobre a calibragem dos pneus da Hunter 100. Por isso, lhes digo: 28 psi  no dianteiro e 32psi no pneu traseiro, só com o piloto. Se a rodagem com garupa for frequente, o número sobre para 30 e 36, respectivamente.

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Saiu o orçamento de reparo da moto. Somando as peças e mão-de-obra, chega-se ao valor de R$ 745,47, não incluídos aí o desconto de 10% sobre a compra das peças. Autorizado o serviço, a pequena valente volta às atividades na sexta-feira, ou até antes.

Sobre o bagageiro que arranhou, ralou e descascou, a consultoria técnica da autorizada daqui de Campo Grande – MS disse que fica a meu critério: não pintar o bagageiro, repintar numa oficina de funilaria conveniada com eles, repintar na oficina que eu quiser ou repintar eu mesmo, no quintal de casa. Em qualquer dos casos, não haverá perda da garantia.

A lista de peças que serão substituídas:

Pára-lama dianteiro
Farol completo
Retrovisor esquerdo
Manete esquerdo
Protetor de borracha direito
Seta dianteira e traseira esquerda
Guidão
Pedaleira do piloto
Borracha da pedaleira do piloto
Painel completo
Coluna da mesa

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Achei uma calculadora bem legal pra saber qual é o custo da moto. Com o preenchimento de algumas informações, ao final é gerado um relatório completo dos custos da moto. Segue o link, que também vai ficar lá no lado direito da página principal:

http://www.motosblog.com.br/motocalc/

E o link do post é esse aqui.

Calculadora criada pelo meu xará Daniel Ribeiro do Motos Blog.

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Detalhe do chicote feito com fita isolante

Detalhe do chicote feito com fita isolante

Após 6 dias de bronca com a moto, finalmente pude levar “Judith”, como é chamada minha Hunter 100cc para uma revisão de acerto e ajustes dos itens descritos no post “Bronca-I”, que você pode ler aqui. A motinho não passou muito de 20 km/h no percurso, mesmo por que, não dava para desenvolver as marchas, pois a embreagem estava muito longa e o cambio extremamente duro, causando os “trancos” e “botes” a cada troca de marchas, num percurso de 7,5km.

Por mais de uma vez a moto apagou no caminho, e a dificuldade para fazê-la ligar era enorme: na partida elétrica, era preciso esquecer que o polegar estava pressionando o botão de ignição. Apertava o botão e o motor de partida gemia um bocado, como se fosse de um carro à álcool dos anos 80 num dia de frio extremo. O jeito foi afogar o carburador, pra ver se força a moto resolvia voltar à atividade. Nada. Parte-se então para a solução extrema: abaixa o pedal, solta a embreagem. Pedala uma, duas, três vezes. Nada. Espera um pouco, recolhe o pedal, verifica a torneira do combustível, parafuso de carburador. Tudo em ordem. Tenta de novo mais uma partida no botão. Após mais um pouco de gemedeira, o motor funciona. Aceleração subindo rápido pra não apagar de novo, é hora de retomar o percurso.

Chegando-se à loja, é momento de desfiar o rosário de problemas da moto:
1-ruído de metal batendo em metal, vindo da parte de baixo da moto;
2 – embreagem muito longa e imprecisa;
3 – câmbio de acionamento muito duro;
4 -estribo (pedaleira, apoio, ou como queira…) direito do garupa frouxo;
5 -dificuldade para se ligar a moto na partida elétrica e no pedal;
6 – motor perde rotação até desligar quando em neutro. Marcha lenta muito baixa;
7 – chicote elétrico improvisado com fita isolante (esse foi de doer…)

uma foto da coisa mais de perto. Que improviso, hein? E veio assim da loja...

uma foto da coisa mais de perto. Que improviso, hein? E veio assim da loja...

Minutos depois, volta o mecânico com a Judith. Liga a moto de primeira. Viro o guidão pra direita e… surpresa! Eis que surge agora um chicote elétrico como tal: um conduíte super flexível, com toda a fiação contida nele, e com uma folguinha razoável, chegando a fazer um “v” com o guidão virado pra esquerda, mas sem diminuir o ângulo de curva.

Porém…

…ao acelerar a moto em neutro, vejo que a rotação cai até estacionar em 1.000rpm, quando o descrito no manual é 1.500rpm, com tolerância máxima de 100 rotações, para mais ou para menos.
Além disso, ao virar o guidão pra esquerda, a aceleração aumentava. Ou seja, certeza de cabo pegando em alguma parte e puxando além do necessário.
A moto volta pra dentro da oficina. Mais uns minutos e tudo parece certo. O mecânico sai com ela, dá uma volta no quarteirão e retorna, dizendo que está tudo em ordem. Como não estava a fim de voltar para novos ajustes ainda na mesma semana, acertei com o gerente da loja para deixar a moto lá, e que somente no fim da tarde iria pegá-la de volta. Como precaução, levei as chaves comigo.

Tudo certo e definido, à hora combinada, compareci à loja com minha amiga Jandira*, que pilota motos a muito mais tempo que eu, para fazer um teste final antes de retirar a moto em definitivo. Ao subir na moto e dar a partida, o motor pegou na primeira tentativa, ao leve toque do botão. Vira o guidão pra cá, vira pra lá, nenhuma anormalidade no acelerador.
Mas ao sair do neutro e engrenar a 1ª marcha, Jandira* aponta a embreagem — de novo ela, a embreagem — como muito longa. Ajusta daqui e dali, Jandira* aprova o novo ajuste. Sai com a moto da loja, anda uns 15 minutos pelos arredores e volta, dizendo que agora a moto estava ótima. Ou como, diria eu mesmo, um relógio suíço, parecendo uma moto japonesa.

Levada de volta à casa, Judith tomou ontem sua primeira chuva. De propósito, não quis colocá-la em lugar coberto. Quis que se molhasse mesmo, para ver como vai ser o comportamento dela depois de um bom banho de chuva. Mas isso já é assunto pra outro texto…

(*este nome foi alterado para preservar a identidade da pessoa)

Agradeço pela ajuda de minhas amigas *Jandira e *Charlotte. Charlotte inclusive, diz que adorou a moto. Acho que ela vai querer uma também. Mas eu já sei em que loja eu vou pedir pra ela não comprar…

Os textos desta semana são dedicados ao meu amigo Airton. Força, meu amigo.

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