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Archive for setembro \25\UTC 2009

Olá, amigos leitores! Já fazia um bom tempo que estava sem atualizar o blog. Mas, voltando às atividades, vamos ao post de hoje: Comprada a moto, ou arranjado o emprego em que é preciso andar de moto, é chegada a hora de comprar um capacete. E nessa hora, surge a dúvida de qual modelo / marca comprar.

Marcas e modelos não faltam: Bieffe, Tork, Arai, Peels e outras menos conhecidas, com preços e acabamentos variados. Mas como saber se o capacete está bem ajustado à cabeça? Um detalhe que nem sempre tem a devida importância é o ajuste perfeito do capacete à cabeça. Um detalhe que pode ser a diferença entre viver por mais um bom tempo ou terminar a vida num acidente, caso isso venha a ocorrer.

A dica, na hora de escolher é semelhante a de comprar uma roupa: olhe o tamanho. Sim, capacetes têm tamanhos diferentes, e isto é informado normalmente em sua parte externa, na “nuca”. Mas como saber que número você irá usar?

É mais simples do que parece: com o auxílio de uma fita métrica, meça a circunferência de sua cabeça na altura de suas sobrancelhas. O número marcado em centímetros é o número de seu capacete. Pequenas variações podem ocorrer em capacetes importados ou naqueles que não tem origem definida, mas o número que você conseguiu na auto-medição costuma corresponder.

Com o valor em mãos, é pedir o capacete no seu número. Confira: o capacete novo costuma apertar um pouco de início, mas com o tempo e o uso a espuma interna cede, se ajustando aos contornos de sua cabeça. Na hora de experimentar, o capacete não pode ficar frouxo ou solto. Balance a cabeça pra frente e para trás. Ele não deve se movimentar sozinho, deve ficar bem preso à cabeça, mas sem machucar. Faça movimentos para os lados. O capacete também deve ficar justo.

É recomendável um modelo de capacete com forração removível, para uma melhor higiene. Por mais que só você vá usá-lo, um capacete com “chulé” de cabeça não é coisa das mais agradáveis. Fique atento à viseira: segundo o CTB – Código de Trânsito Brasileiro, a viseira quando aberta, não deve ultrapassar a linha do horizonte, ou a linha pouco acima dos olhos, travando a partir desse ponto. Isso é importante para evitar que, caso abra acidentalmente, que a viseira se erga muito, e, se a moto estiver em movimento e em velocidade, que a viseira não abra muito violentamente, causando um efeito de “paraquedas” aerodinâmico, podendo até resultar num acidente mais sério.

Atenção também ao selo do Inmetro, o Instituto Brasileiro de Metrologia. O selo autêntico do Inmetro é sua garantia de estar adquirindo um produto seguro e de qualidade, que foi aprovado nos testes de resistência do Instituto. E fique de olho no prazo de validade do capacete, que é de normalmente três anos, independente dele ter sofrido algum choque. Essa informação da validade encontra-se na parte interna do produto, junto à alça do pescoço ou no topo, pela parte de dentro. Não compre se não atender à esses requisitos.

E por fim, caso seu capacete sofra um choque, como uma queda, ou mesmo tenha sido solicitado numa colisão, substitua o equipamento de imediato, pois ele é projetado para absorver um choque por vez, sendo comprometida a sua estrutura depois disso, mesmo que não haja nenhuma marca visível que indique a troca.

Feito tudo isto, é escolher o modelo que mais lhe agrade, pegar a motoca e fazer rastro!

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PS: O capacete que escolhi, como sabem, é o Peels Mach 5. Ele tem forro lavável, viseira prometida como anti-risco, cinta jugular, argola para prender na trava de capacete da moto, além de entradas de ar para evitar embaçamento e duas proteções dobráveis incorporadas ao queixo, para nariz e boca (fotos):

”]Detalhe da entrada de ar frontal, que promete não deixar a viseira embaçar (mas deixa o capacete abafado) [em vermelho]
Proteções dobráveis para nariz e queixo no Mach-5 (destacadas em vermelho)

Proteções dobráveis para nariz e queixo no Mach-5 (destacadas em vermelho)

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Detalhe do chicote feito com fita isolante

Detalhe do chicote feito com fita isolante

Após 6 dias de bronca com a moto, finalmente pude levar “Judith”, como é chamada minha Hunter 100cc para uma revisão de acerto e ajustes dos itens descritos no post “Bronca-I”, que você pode ler aqui. A motinho não passou muito de 20 km/h no percurso, mesmo por que, não dava para desenvolver as marchas, pois a embreagem estava muito longa e o cambio extremamente duro, causando os “trancos” e “botes” a cada troca de marchas, num percurso de 7,5km.

Por mais de uma vez a moto apagou no caminho, e a dificuldade para fazê-la ligar era enorme: na partida elétrica, era preciso esquecer que o polegar estava pressionando o botão de ignição. Apertava o botão e o motor de partida gemia um bocado, como se fosse de um carro à álcool dos anos 80 num dia de frio extremo. O jeito foi afogar o carburador, pra ver se força a moto resolvia voltar à atividade. Nada. Parte-se então para a solução extrema: abaixa o pedal, solta a embreagem. Pedala uma, duas, três vezes. Nada. Espera um pouco, recolhe o pedal, verifica a torneira do combustível, parafuso de carburador. Tudo em ordem. Tenta de novo mais uma partida no botão. Após mais um pouco de gemedeira, o motor funciona. Aceleração subindo rápido pra não apagar de novo, é hora de retomar o percurso.

Chegando-se à loja, é momento de desfiar o rosário de problemas da moto:
1-ruído de metal batendo em metal, vindo da parte de baixo da moto;
2 – embreagem muito longa e imprecisa;
3 – câmbio de acionamento muito duro;
4 -estribo (pedaleira, apoio, ou como queira…) direito do garupa frouxo;
5 -dificuldade para se ligar a moto na partida elétrica e no pedal;
6 – motor perde rotação até desligar quando em neutro. Marcha lenta muito baixa;
7 – chicote elétrico improvisado com fita isolante (esse foi de doer…)

uma foto da coisa mais de perto. Que improviso, hein? E veio assim da loja...

uma foto da coisa mais de perto. Que improviso, hein? E veio assim da loja...

Minutos depois, volta o mecânico com a Judith. Liga a moto de primeira. Viro o guidão pra direita e… surpresa! Eis que surge agora um chicote elétrico como tal: um conduíte super flexível, com toda a fiação contida nele, e com uma folguinha razoável, chegando a fazer um “v” com o guidão virado pra esquerda, mas sem diminuir o ângulo de curva.

Porém…

…ao acelerar a moto em neutro, vejo que a rotação cai até estacionar em 1.000rpm, quando o descrito no manual é 1.500rpm, com tolerância máxima de 100 rotações, para mais ou para menos.
Além disso, ao virar o guidão pra esquerda, a aceleração aumentava. Ou seja, certeza de cabo pegando em alguma parte e puxando além do necessário.
A moto volta pra dentro da oficina. Mais uns minutos e tudo parece certo. O mecânico sai com ela, dá uma volta no quarteirão e retorna, dizendo que está tudo em ordem. Como não estava a fim de voltar para novos ajustes ainda na mesma semana, acertei com o gerente da loja para deixar a moto lá, e que somente no fim da tarde iria pegá-la de volta. Como precaução, levei as chaves comigo.

Tudo certo e definido, à hora combinada, compareci à loja com minha amiga Jandira*, que pilota motos a muito mais tempo que eu, para fazer um teste final antes de retirar a moto em definitivo. Ao subir na moto e dar a partida, o motor pegou na primeira tentativa, ao leve toque do botão. Vira o guidão pra cá, vira pra lá, nenhuma anormalidade no acelerador.
Mas ao sair do neutro e engrenar a 1ª marcha, Jandira* aponta a embreagem — de novo ela, a embreagem — como muito longa. Ajusta daqui e dali, Jandira* aprova o novo ajuste. Sai com a moto da loja, anda uns 15 minutos pelos arredores e volta, dizendo que agora a moto estava ótima. Ou como, diria eu mesmo, um relógio suíço, parecendo uma moto japonesa.

Levada de volta à casa, Judith tomou ontem sua primeira chuva. De propósito, não quis colocá-la em lugar coberto. Quis que se molhasse mesmo, para ver como vai ser o comportamento dela depois de um bom banho de chuva. Mas isso já é assunto pra outro texto…

(*este nome foi alterado para preservar a identidade da pessoa)

Agradeço pela ajuda de minhas amigas *Jandira e *Charlotte. Charlotte inclusive, diz que adorou a moto. Acho que ela vai querer uma também. Mas eu já sei em que loja eu vou pedir pra ela não comprar…

Os textos desta semana são dedicados ao meu amigo Airton. Força, meu amigo.

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Primeiros dias de impressões com a moto e já sinto um gosto estranho na boca… No dia da compra, não tem capacete. No dia da ativação, atraso na entrega… Dia seguinte à entrega, primeira volta pra levá-la ao emplacamento no Detran. No trajeto de ida, nada de anormal. Emplacamento feito, o trajeto de volta quase não ocorre ou termina em morte (minha e do meu amigo *Doc, que conduzia a moto):

1-  Ao Sair do pátio de emplacamento, verifico no lado esquerdo da coluna de direção que a borracha que envolve a fiação e que deveria ser um chicote elétrico parecia curta demais ou mal-montada, visto que estava em boa parte envolvida em FITA ISOLANTE! -Fita isolante pra fazer chicote elétrico? Que improviso é esse? O pior é que os fios pareciam estranguados, pois a fita já estava cortada e desgastada pelo atrito com as rebarbas da abertura de passagem da fiação existente no chassi da moto.

-Acho que não é preciso entender de mecânica e elétrica pra saber o que vai acontecer com esses fios se o problema ficar assim…

2- Após isso, foi a hora de tentar sair com a moto. Foi acionar a partida e… a moto já ligou acelerada, em muitos RPM, mesmo em neutro, sem que se acionasse a luva do acelerador! Ligo na loja onde comprei a moto, a Sundown Motomoto, de Campo Grande, MS, e após algumas transferências, tudo o que tem pra me dizer era que eu levasse a moto à loja, para que se verificasse o que era.

LEVAR A MOTO COMO, SE ELA SE COMPORTA TÃO ACELERADA?

Insisti para que mandassem um mecânico até lá, pois como ia levar a moto por mais de 15km em área urbana, de trânsito intenso, com o acelerador desse jeito? Sem qualquer solução, meu amigo e eu partimos com a moto como estava, para levá-la até a casa dele, mais próxima dali, para que aguardasse pela assistência da loja.

No meio do caminho, a moto fazia barulho excessivo, mais parecendo um engenho de garaparia do que uma moto de baixa cilindrada. Ao passar em dois quebra-molas, a moto quase nos joga no chão. Com o tranco da troca de marchas na excessiva aceleração, a moto deu um “bote” forte que empurra meu amigo que conduzia a moto para a frente e me lança pra trás. Se não estivesse segurando na grelha do bagageiro, certamente teria caído. E isso numa rodovia estadual… com trânsito rápido e com muitos caminhões. Meu amigo também teria o mesmo fim, se não estivesse firmemente seguro ao guidão. Em outro quebra-molas, já próximo da casa dele, mais uma vez o risco de acidente…

Vejo que tenho uma moto assassina, que não vai sossegar enquanto não me esfacelar no chão. E isso que tenho uma casa para quitar, um empréstimo para pagar e uma namorada que deseja se casar comigo. Esse dano, vejo que a garantia de dois anos nunca irá cobrir. Nem a Sundown irá se responsabilizar, pois tudo o que recebo como resposta do SAC  0800 é que tenho que procurar a loja onde comprei a moto para ter qualquer informação, seja técnica ou não. Por telefone, quem quer que me atenda, diz o mesmo… Pós-venda… isso existe?

Chegando à casa de meu amigo, só foi possível parar a moto acionando a embreagem e desligando-a diretamente na chave, pois o motor estava esgoleando a pleno escapamento, com o som de garaparia…

Ligo na loja repetidas vezes, falo com a vendedora –Anna*, que me passa para falar com o gerente, Sr.  Zebedeu* (muito simpático quando fechei o negócio), que diz que irá me retornar a ligação. Passam-se vários minutos e nenhum telefonema. Ligo de novo, e de novo, cobrando resposta. Pede então o Sr.  Zebedeu* que eu espere por 15 minutos, para a chegada do mecânico até onde estava.

Espero, espero e espero. Nada. Ligo de novo e descubro que, mesmo eu dizendo que a moto estava no local da entrega, e não na minha casa, o mecânico se deslocava à minha casa, no lado totalmente oposto ao que estava.

Retificada a informação, espero mais e mais e mais… Muito mais do que os 15 minutos ditos pelo gerente. O mecânico, pergunta qual o problema. Digo. Ele liga a moto e constata o que disse. Desliga a moto, verifica o ajustador do cabo acelerador, desmonta a peça que o liga ao carburador, tira a mola e outra peça pequena, lubrifica-a com saliva (ao menos foi o que me pareceu, tenho testemunhas) e recoloca tudo no lugar. Liga a moto e começa a ajustar os parafusos de passagem de combustível e de ar do carburador. Marcha lenta ajustada, pergunto se a moto pode voltar a dar este mesmo problema. Ele diz que não.

O que houve foi que, misteriosamente, o cabo do acelerador ficou com a mola enroscada na carcaça em que ela se acomoda, deixando a moto constantemente acelerada, sendo impossível reduzir a aceleração até antes do defeito apresentado. Um defeito misterioso. O primeiro defeito já no primeiro dia de uso, em 15km de percurso, a uma velocidade baixa: cerca de 40km/h.

Muito inocentemente, ligo de volta na loja e agradeço o empenho em resolver o problema. Fui ingênuo, pois como agradecer, se uma moto 0km não deve, em tese, ao menos, dar defeito?

O mecânico deixa o local. Algumas horas depois, meu amigo Doc* e eu partimos em direção à minha casa, mais uma dezena de quilômetros longe da casa dele. No caminho, mais um defeito: a moto deixou de acelerar travada, mas a embreagem…

A cada marcha trocada, um tranco. A cada tranco, uma quase queda. Engates de marchas difíceis de serem realizados. A moto apaga algumas vezes no caminho. Em ruas e avenidas de grande trafégo. Mais uma vez, a possibilidade de um acidente fatal bem ali, perto de nós. E como eu ia me responsabilizar pela vida de meu amigo? O que dizer à sua família caso algo acontecesse? O trabalho que ele ia deixar inacabado, a renda que ia deixar de ganhar para ajudar no próprio sustento e no de sua família? E o dizer à namorada dele? Uma jovem que é amiga em comum comigo? Outra vez, vejo que isso não há garantia que cubra…

O fato mais pitoresco é que, mesmo “embalando” a moto, com marcha e rotação altas, foi incapaz de subir uma ladeira de inclinação suave. Uma subida fácil de superar até com um bicicleta sem marchas, pedalando-se com pouca força. Mas foi totalmente insuperável pela minha Hunter. Esta que comprei à vista. A mesma que foi entregue com atraso. A mesma que quase nos mata no trajeto de volta do Detran. A mesma que teve o acelerador travado e lubrificado em seu mecanismo com saliva. A mesma moto que apagou várias vezes no trajeto até minha casa. Essa mesma em que a embreagem tinha engate difícil das marchas, por mais que se acionasse a sua manopla, seja em pequeno, médio ou curso total. Esta é também a mesma moto incapaz de subir uma ladeira suave por que seu câmbio impreciso não permitiu o engate da marcha ao começar a subir a rua. Desci da moto e meu amigo Doc* teve de dar meia-volta para que, em declive, pudesse pôr a marcha certa. Subindo a custo, superamos a ladeira e seguimos o caminho, em terreno plano.

Cada marcha, um tranco, cada tranco, um quase-tombo. Será que os capacetes aguentariam a queda? Será que nossos corpos resistiriam ao impacto com o solo, o atrito com o asfalto e as consequentes queimaduras por abrasão, escoriações, possíveis fraturas e lacerações de tecidos e ossos? Será mesmo? Logo eu que queria morrer de morte natural, em idade bastante avançada? Definitivamente, morte por acidente de trânsito não é o que eu quero para mim nem para ninguém. Não quero virar número em estatística de vítimas fatais ou tornadas inválidas por acidentes de trânsito. Ainda mais com motos. Ainda mais causado por defeito. DEFEITO NUMA MOTO 0KM. Daí me questiono e questiono a Sundown B&M e a Motomoto: Essa moto é mesmo zero km? Ela foi corretamente montada? Ela foi muito bem inspecionada na ativação e liberação para entrega?

Será mesmo?

-O que explica a fita isolante servindo de protetor de chicote elétrico?

O guia de manutenção diz claramente que a borracha de protecão deve ser muito bem instalada para evitar que os fios se rompam pelo contato e atrito com a passagem e a coluna ou um eventual curto-circuito. Eu vi. Eu li isso. E vejo que estava bem diferente na moto que comprei… Tanto que a fita já havia se esgarçado e os fios estavam expostos. E a borracha parecia curta demais… Que coisa estranha…

-O que explica um cabo de acelerador travado? O manual de proprietário diz que o motor não deve ser submetido a um regime de giros muito alto. Mas isso quase ocorreu, já que o motor já ligava esgoleado, em alta rotação, se aproximando da faixa vermelha. Só caía com o acionamento da embreagem… Muito perigoso. Pra mim, pra meu amigo, pra vida útil da moto. Pra quem quer que seja tivesse comprado essa moto… E pelo jeito, perigoso até pra Sundown, segundo o manual da motocicleta. Mas… não foi o que houve. Será mesmo que essa moto é zero? Será?

-O que explica uma moto de baixa cilindrada tão barulhenta, capaz de causar incômodo até mesmo em alguém usando um capacete fechado e com bom isolamento do ambiente externo? O mesmo manual de manutenção diz que o barulho excessivo pode ser causado por defeito no escapamento. MAS NUMA MOTO ZERO KM? SERÁ MESMO QUE ELA É ZERO KM? Se é, penso que não deveria dar esse e outros problemas… Não suporto barulho excessivo. Um motor tão pequeno não deveria produzir ruído como se seu escapamento fosse alterado de propósito. Como se a moto mais se parecesse com uma garaparia em pleno uso num dia de verão suarento… O que explica isso? -O que explica que o representante de manutenção da loja diga que o ruído é normal? Normal? Será mesmo? Por que então que motos de motor de até 100cc de outras marcas são tão silenciosos? Não faço o gênero “motoqueiro louco-ultra-barulhento”. Faço e sou o tipo motociclista consciente. Para mim, motores devem ser silenciosos como felinos à espreita da caça. Se a moto se chama Hunter -caçadora, mais uma razão para ser silenciosa. Caçadores ruidosos não abatem presas, pois elas fogem com o tumulto…

-O que explica uma embreagem tão temperamental e um câmbio tão impreciso, suficientes para deixar piloto e garupa na mão, obrigando a se fazer a manobra de declive para aliviar a carga e passar a marcha após várias tentativas? O que explica isso numa moto comprada nova? O que?

-O jogo de empurra na hora de resolver rápido um problema técnico como esse é padrão? SAC toca pra loja, que devolve pra consumidor, que faz ligação pra loja, que para na transferência telefônica, impedido de resolver logo o problema. A jogada recomeça com a transferência telefônica, passa por um -encarregado de manutenção, dois -gerente e para de novo, com pedido de tempo para envio de mecânico… Esse empurra-empurra é comum? Será que cada defeito que essa moto der eu vou ter que brigar, ser ríspido, para fazer valer a garantia de qualidade que esta moto deveria ter? Vou mesmo ter que parecer um monstro só pra fazer valer meus direitos de consumidor?

E a alegria de ter a primeira moto, essa vai se desfazendo, junto com a minha paciência. Que aliás, é muito longa… basta que haja para isso, comprometimento com a qualidade por parte de empresas com quem mantenho negócios.

Respondam, Sundown B&M, Motomotomoto* e quem mais se comprometer a mudar esta história que vem tendo percalços e vários possíveis finais infelizes. Quero respostas. Não as pré-fabricadas de e-mail marketing/suporte. Quero respostas efetivas e definitivas para sanar esses e todos os problemas que venham a ocorrer. Não sou um número em seus balancetes de venda, nem um endereço de e-mail, nem mais um qualquer. Sou uma pessoa. Alguém com vida, história, família, amigos e quero permanecer vivo e produtivo. É detestável ser tratado com morosidade, pouco-caso ou outro nome que se dê à frialdade com que lamentavelmente tratam-se os consumidores e as pessoas que depositam seus sonhos, suas expectativas e o dinheiro, fruto de seu trabalho, conseguido a duras penas e grandes privações para economizá-lo e conseguir adquirir um bem durável. E eu disse durável… Significa que é aquilo que não perece, que não estraga facilmente, que não tem prazo de validade. Durável é aquilo que dura, que persiste em condições de bom uso, apenas requerendo manutenção periódica quando necessário.

Não é aquilo te faz gastar dinheiro com ligações telefônicas originadas em celular e destinadas a número fixo, sem ressarcimento. Não é aquilo que te deixa esperando por ajuda. Não é o que te deixa irritado, com uma literal dor-de-cabeça. Não é o que, num único dia, no espaço de 2-3h apresenta três defeitos, todos graves: chicote elétrico espremido e desprotegido / cabo de acelerador travado /câmbio e embreagem imprecisa e ineficiente.

A moto está em minha casa atualmente, e espero um contato da fábrica ou da loja –de quem quer que possa efetivamente RESOLVER os problemas que o produto apresenta.

A bronca fica aberta até a resolução dos problemas. Sou um consumidor e mereço respeito. Mais, eu não preciso. E menos, eu não quero.

(este texto foi encaminhado no mesmo dia deste post à B&M).

*este é um pseudônimo, para preservar a identidade da pessoa.

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Com que capacete eu vou…?

Olá, amigos leitores! Voltei, após um breve e suarento verão (Campo Grande-MS é o local aqui na Terra de onde o Sol tira energia para aquecer o restante do universo, sabia? –Bom, é mentira e exagero, mas quem mora aqui, sabe que é quase isso…). Bom, deixando a enrolação, vamos ao que interessa: o post de hoje!

Andar de moto, pra mim, tem sido uma nova (e eu espero que boa) experiência. Como o redator deste blog aqui é peso-pena, com parcos 63Kg diluídos em 1,80m, qualquer motinho ganha fácil de mim na balança. Com a minha Hunter 100cc tem sido assim: os 85Kg dela contra os meus 22 a menos já dão conta da dificuldade que venho tendo inicialmente para empurrá-la pra dentro de casa. Lamentavelmente, minha casa tem um acesso difícil, cheio de degraus, que espero resolver em breve.

Além desse inconveniente, há o perigo pra mim em pilotar, pois possuo visão monocular e meu olho bom é tão frágil quanto o não-bom. Como é o único que tenho e pretendo mantê-lo em pleno funcionamento, um bom capacete é fundamental para isso.
Na loja em que comprei a Hunter, como já relatei num post anterior, não havia capacetes no número que precisava (58). Só maiores ou menores. Como a motoca já havia chegado e era urgente o emplacamento, tive de às pressas providenciar ao menos um capacete. Pesquisando em 4 lojas no centro da cidade, me decidi pelo Peels Mach-5.

E por que?

O capacete agrada pelo fato de ter casco —ou carcaça, se você preferir— inteiriço, sem aquela emenda no meio dele, que dizem ser perigosa em caso de acidente. Imagino isso pelo plástico ser mais fino por ali. Prefiro não descobrir se isso é fato, sinceramente. Pretendo chegar à velhice me gabando de nunca ter quebrado nenhum osso meu.
Este Mach-5 tem ainda como positivo o fato da viseira ser de policarbonato, que promete ser anti-risco. Veremos se de fato é mesmo durante o uso… Possui uma tomada de ar na frente, na queixeira, que diz no manual servir para não embaçar a viseira na chuva ou pelo “bafo” do piloto. Nesse ponto, nem deu pra testar, por que usá-lo com a viseira baixada significa ter ouvidos de Beethoven, pois o capacete deixa o usuário seriamente isolado dos ruídos externos. Um perigo, convenhamos…
Fora isso, é leve, bem-acabado, tem cinta jugular na tira de amarração, com argola para travá-lo, caso o proprietário tenha moto com trava de capacete. Não é o meu caso, infelizmente. Fica a dica.

Avaliação
O quê: capacete Peels Mach-5
Quanto: entre R$ 90 / R$ 100
Onde: concessionárias de moto, lojas de peças para moto e especializadas no setor.
Positivo: pouco peso, bom acabamento, promessa de viseira anti-risco e entrada de ar antiembaçamento; forração removível e lavável.
Negativo: abafado (entrada de ar não serve para ventilar), isolamento acústico excessivo (o que o torna perigoso).
Custo/benefício: de médio a bom.

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“independência locomotora é como nascer de novo”

              É com essa frase de meu amigo Rodrigo, um corumbaense de nascimento, jornalista por formação e motociclista por opção, que começo esse post de hoje. Finalmente, amigos leitores, chegou a tão aguardada independência locomotora para mim: Na manhã de sábado, 29 de agosto, consegui juntar a soma necessária para a compra da Hunter 100cc. Fui até a loja Sundown em que ela estava pelo preço mais em conta que encontrei: R$ 2990,00 — o preço de tabela, inclusive, da motoca no website da Sundown / B&M.

             Fui até lá, decidido do que ia fazer, e fiz: procurei pela vendedora que vinha me atendendo desde o começo dessa empreitada — há alguns meses — pra contar a boa-nova: ia fechar a venda. Feito todo o processo, assinados os papéis e gerada a nota fiscal, foi hora de negociar os brindes, descontos e alguma bajulação. Afinal de contas, não deve ser todo dia que aparece alguém tão decidido assim, não é?

            Não consegui descontos no valor diretamente da moto, mas consegui adquirir um capacete por um preço especial e outro veio de brinde, ambos do mesmo modelo e marca. Havia apenas um, tamanho que vim a descobrir mais tarde ser 2 números maior que o correto para mim. Voltei à loja no início da tarde de segunda-feira, para trocá-lo e informar o endereço da entrega, já que a moto havia sido ativada na manhã da segunda-feira, 31/8.

 Problema é que infelizmente, não havia estoque na loja com capacetes no meu número. Em qualquer marca/modelo. Deixei então o pedido feito pelo par de capacetes, com a promessa de que na terça-feira 8/9 eles chegarão. Confirmei o endereço de entrega e me foi dito que ainda naquela tarde seria entregue a motocicleta no endereço informado por mim. Chegadas as 18 horas, a moto ainda não havia chegado. Liguei na concessionária para saber o que havia acontecido. Sabe-se Deus por que, não puderam entregar naquele dia. Imagino e espero que tenha sido por que estão vendendo muito bem. Do contrário, qualquer outro argumento fica difícil de digerir.

 A pessoa que me atendeu pediu desculpas pela demora na entrega e me assegurou na primeira hora da manhã do dia seguinte (leia-se esta terça-feira, 1/9) a moto seria então entregue no endereço que eu havia informado. Aí recai no meu entendimento do que é “primeira hora da manhã”: pra mim, é o período das 6h às 7h30. Como é uma loja, entendo que a primeira hora deles deve ser às 9h, já que comércio costuma abrir às 8h.

 Fui pra casa esperando então pelo dia seguinte. Como de costume, fui ao trabalho. Lá pelas 9h, ligo pra saber se a moto já estava na entrega. Para surpresa minha, ainda não. Insisti para que entregassem logo, afinal, se estava prometida para ser entregue, nada melhor e mais natural do que entregar, não é?

 Por fim, perto já das 10h, recebo o aviso de que a dita cuja havia sido finalmente entregue. A moto foi inicialmente para casa de meu amigo Doc*, pois ele mora mais próximo do Detran do que eu (20 Km tá bom pra você?), e  tem experiência com a pilotagem. No próximo post, conto a vocês o que foi essa ida ao Detran…

 

E fica no ar: Se tive essa dificuldade toda pra receber a moto, comprada à vista, o que vai ser depois? Tomara que não seja um mal presságio…
            *este nome foi alterado para preservar a identidade da pessoa.

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