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Archive for 7 de agosto de 2009

Dinheiro curto, paciência de andar de ônibus também. Junte-se a isso um belo dia em que você participa de um treinamento sobre Finanças Pessoais  na empresa em que trabalha e após uns rabiscos de orçamento doméstico, vê que o pouco que você vem ganhando há tanto tempo, pode ser ainda mais espezinhado até chegar ao mínimo indispensável à sua sobrevivência e tirar uns R$ 200,00 todos os meses, poupar e juntar pra comprar alguma coisa que você precise muito.

No seu caso, eu não sei. Mas no meu, como já tenho namorada, computador, celular, câmera digital  e casa pra morar, me faltava por essas horas um transporte individual e próprio. Ou, sendo mais direto, um carro ou moto. O “poizé”, como dizem alguns.

Como um carro é de um preço inimaginável pra se poupar e comprar à vista com meros “duzentão” por mês, calhou de ser a moto uma boa pedida. ” –Econômica e de manutenção barata”, pensei comigo mesmo.

Mas aí veio a dúvida cruel: que moto comprar? Na pesquisa informal feita com pessoas de meu trabalho, deu Honda na cabeça…  As alegações eram que Honda é confiável, não perde valor na revenda e outros afins.

Só que…

Só que…

…o que depõe contra a Honda é o preço, salgado demais pra uma moto que se diz popular: R$ 6 mil, mais ou menos. E isso pra um modelozinho “pelado”, sem nenhum luxo, espartano ao máximo, pra ter um preço que ainda assim, é longe do mínimo. E mais que tudo isso, muito distante da minha realidade financeira de alguém que gasta metade do salário com o pagamento de água+luz+telefone fixo+recarga de celular+ arrendamento de casa. Seis mil reais era –e é ainda — muito dinheiro pra mim.

O jeito então, foi dar uma olhada mais vagarosamente em volta, pra ver algo além de Honda, Yamaha e Suzuki, que nessa ordem, vão com preços em ordem decrescente, mas todos altos.

Dafra

A primeira e única vez que ouvi falar dessa marca, até então desconhecida, foi em ações de merchandising em programas de uma certa TV carioca que tem uma certa logomarca prateada. Mas como em merchandising tudo funciona bem que é um primor, como acreditar na qualidade presumida daquele produto/marca que nunca tinha nem sonhado que existia?

Fui no site da dita marca e não achei muito mais do que os preços e uma ficha técnica que só deixou mais dúvidas comigo do que certezas.  Visitei uma loja, que até já encerrou as atividades onde moro e apesar de muito atenciosa, a vendedora não conseguiu sanar nenhuma das dúvidas que tinha sobre a moto: nível de ruído, custo de manutenção, índice de reclamações contra a moto, loja e marca… E fiquei na mesma.

Depois fui visitar o Reclame Aqui, um site daqui mesmo de Campo Grande – MS e que é referência na América Latina sobre relações de consumo e Direito do Consumidor. Os índices de reclamações para a marca me desanimaram bastante. Vetei por um tempo a possibilidade de comprar uma Dafra…

Sundown

Na outra ponta, oferecendo um produto muito parecido com a Super 100 da Dafra, estava  a Sundown com a Hunter 100. Visualmente, as motos são iguais, com números de desempenho e consumo igauis. Miseravelmente, os índices de reclamações também se assemelham: muito altos… Frequentando fóruns de discussão na internet, me decidi enfim pela Hunter 100, essa aí de baixo:

Tem cara de motoquinha dos anos 70, motor pendurado no chassi que lembra a Biz/Dream/Crypton e outras 9999 motonetas produzidas lá na China, mas de toda forma, se parece com uma moto. Já é alguma coisa, né? Que me desculpem meus amigos brothers que tem Biz pela ofensa que vou dizer, mas acho as motonetas um algo femininas. Daí que a idéia de uma Biz ou mesmo uma Web não me agradou. Na verdade, é por que a Biz é cara mesmo… Cinco mil é dinheiro demais também. Fora que tem Biz que é mais cara que muita CG 125 / 150 cc.

E essa história continua…

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