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2010 já chega ao seu segundo mês e estamos a alguns dias de completar 4 meses que se encerrou o Salão Duas Rodas 2009. No ano passado, enviei duas mensagens com perguntas à Sundown Brasil&Movimento. Uma delas é esta aqui a outra é esta e há esta terceira, sobre o Salão Duas Rodas e os lançamentos da linha Sundown.
Tanto uma quanto a outra ou a terceira lista de perguntas não teve respostas até hoje…
Outra coisa que até hoje não foi vista nem por mim, nem por quem quer seja, foi a tal linha 2009/2010 da Sundown. Tirando o público que pôde ir ao Salão Duas Rodas e tirou fotos da prometida linha nova da marca, ninguém mais viu de perto as novas motos.
Fato agravante é que o salão ocorreu em outubro, mas até agora, nada de novo nas concessionárias Sundown. Para terem uma idéia, amigos leitores, minha moto é uma Hunter 100cc, comprada em 31-08-2009, mas o chassi denuncia o ano de produção: 2008. Ou seja, uma moto quase 2010, mas ano 2008, modelo 2009…
E poderia deuduzir que o mesmo se repete com o restante da linha que ainda é vendido Brasil afora: Hunter 125, Max, Future, Web /Evo…
Como se vê muito pouco na mídia sobre a Sundown –nem comerciais na tv tenho visto, diga-se de passagem, enviei no dia 29 de janeiro deste ano o seguinte e-mail à Sundown e à sua assessoria de comunicação:
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Bom dia.
Quando, afinal, a Sundown Brasil e Movimento irá lançar novas motos no mercado? Que motos serão essas? A Hawk, a Outlook, a nova V-Blade (sem o motor em V), as esportivas carenadas e
naked serão lançadas quando?
Foram apresentadas no Salão Duas rodas do ano passado, mas até agora, nada! Só especulação na imprensa, boatos e desmentidos e nada de novidades nas revendas.
A Hunter 100cc vai passar por alguma modificação? Minha moto é deste modelo (2008/2009), comprada quase em 2010 e os modelos montados até agora ainda são 2008/2009. Ela vai ser descontinuada ou terá alguma atualização? Se for atualizada, as peças novas serão compatíveis com o modelo anterior, para que donos como eu possam deixar suas pequenas ainda melhores?
E essa reestruturação da Brasil e Movimento: terminou ou ainda está longe de acabar? O que a nova diretoria está esperando pra 2010? O que vai ser feito pra reconquistar o mercado? Vejo que outros fabricantes como Dafra e Kasinski-Zongshen estão ultrapassando a Sundown em número de emplacamentos, qualidade de pós-venda e número de clientes, variedade de produtos e lançamentos. Até quando vamos esperar alguma reação?
Quem são os parceiros chineses da Sundown? Ainda é a QingQi? Existe algum programa de melhoria e desenvolvimento de produtos aqui no Brasil? Ou as motos são essas, como são produzidas na China e ponto final, não há o que mudar, a menos que o fornecedor tenha essa iniciativa?
Tenho desejo de auxiliar com sugestões de melhorias especificamente no projeto da Hunter 100cc. O que devo fazer e como devo fazer isso?
As aparições na mídia, quando voltam? Não vejo nenhum comercial na tv, nem em revistas, jornais ou novas mídias. Só vejo um tímido merchandising no chamado Programa do Ratinho, no SBT. Mas é só. Já há alguma previsão de quando a Sundown voltará a anunciar? Institucional da marca ou produtos?
Quando o site será atualizado? Até agora, só vi de novidade que trocaram a informação de 200cc pra 125cc nas STX e Motard. Não há interesse da marca em renovar seu site? Entendam, este é ultimamente o único canal entre vocês e os clientes, e mesmo assim, há pouca informação e ela ainda não é renovada.
Lamento se fui muito ácido com as críticas, mas é que espero mais da marca, da empresa e dos produtos. Só de saber que se importam, senão com o cliente, pelo menos com o mercado, já é sinal de que há algum interesse em continuar crescendo na preferência do consumidor.
E por favor, respondam adequadamente à esta mensagem, pois quero saber o que é feito.
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Para minha surpresa, no próprio dia 29 recebi a resposta abaixo:
Boa tarde Daniel,
Com certeza responderemos as suas perguntas, mas primeiramente precisamos saber para qual veículo você trabalha e qual pauta da sua matéria.
Obrigada,
Cibele Marques
Marketing & Trade – Sundown Motos, Bikes e Peças
Al. Araguaia, 3327 – Tamboré – 06455-000 – Barueri – SP
Fone: 55 11 2103 ****
Fax: 55 11 4195 ****
http://www.sundownnet.com.br/
_________________________________________
E em seguida, mandei minha réplica:
Boa tarde, Cibele.
Em que veículo trabalho? Bem, tenho um blog pessoal, onde relato minha experiência com minha Hunter 100cc. Neste blog junto meus relatos pessoais sobre o uso diário de minha moto, as idas à assistência técnica, meu relacionamento com a marca e novidades e assuntos ligados ao motociclismo, mais notadamente com as motos de baixa cilindrada ou baixo custo, de fabricantes nacionais ou não, e curiosidades que rodeiam o mundo das duas rodas.
As informações que pedi são para meu próprio conhecimento e para compartilhar com as demais pessoas que visitam o blog e outras tantas que fazem parte dos fóruns de discussão dos quais participo.
A pauta da matéria que estou preparando para o blog é essa:
Novidades Sundown para 2010
-Modelos novos; descontinuados; alterados; estoques antigos ainda em montagem.
-Mídia: o que esperar?
-Reestruturação: o que e quem mudou? Quais os novos rumos da empresa e de seus produtos?
-Parcerias: segue a Qingqi ou outra(s) marca(s) oriental fará parte da cooperação?
-Administração da página na internet: alguma novidade?
-Programa de aperfeiçoamento e desenvolvimento de produtos: existe? Como sugerir?
Basicamente, a estrutura da pauta é esta. Mas prefiro seguir as perguntas que lhes mandei e a partir das respostas, extrair as informações e elaborar o texto. Não faço a linha de ouvir apenas um lado. Estou procurando-os para justamente ter a versão da empresa, replicar ou treplicar perguntas/respostas e então publicá-las no blog, que, dependendo do interesse da matéria, pode ser livremente replicado em outros sites.
É isto.
Aguardo o envio das respostas.
Daniel Francelino da Silva.
Jornalista – MTb-MS ***/****
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No dia 1º de fevereiro, recebo um novo e-mail:
Olá Daniel,
Desculpe-me pela insistência, mas gostaríamos de saber o endereço eletrônico de seu blog para lhe encaminharmos as respostas.
Há muita especulação sobre a nova composição societária da empresa e temos nos comunicado apenas com veículos que realmente desejem informação.
Obrigada,
Cibele Marques
Marketing & Trade – Sundown Motos, Bikes e Peças
Al. Araguaia, 3327 – Tamboré – 06455-000 – Barueri – SP
Fone: 55 11 2103 ****
Fax: 55 11 4195 ****
http://www.sundownnet.com.br/
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E então, encaminhei novamente, da seguinte forma:
Boa tarde, Cibele.
Segue o endereço eletrônico:
www.100cilindradas.wordpress.com
E-mail pessoal de contato:
jornalistafrancelino[(arroba)]hotmail([ponto)]com
Apenas para informação: registro de jornalista (Ministério do Trabalho/MS):
***/****;
Lembrando que meu único interesse é informar a meus leitores, e desejo tão somente informação.
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No dia 2/2, havia recebido duas mensagens automáticas do SAC da Sundown. Sem entender por quê estava recebendo-as, fiz um questionamento à Cibele:
Bom dia, Cibele.
Qual o tempo que deverei aguardar pela resposta?
Recebi outros dois e-mails do SAC Sundown, pedindo que eu encaminhasse meu primeiro e-mail a você. Devo desconsiderá-los?
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Ao que me foi respondido:
Daniel,
O SAC atende somente a reclamações de produto.
Você deve aguardar uma resposta do porta-voz da empresa a qual será enviada por mim.
Obrigada,
Cibele Marques
Marketing & Trade – Sundown Motos, Bikes e Peças
Al. Araguaia, 3327 – Tamboré – 06455-000 – Barueri – SP
Fone: 55 11 2103 ****
Fax: 55 11 4195 ****
http://www.sundownnet.com.br/
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É isto, amigos leitores. Só me resta aguardar por respostas, para comunicá-las à vocês.
Publiquei toda a sequência de e-mails aqui por acreditar que deve-se fazer jornalismo com transparência.
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Recebi essa anedotinha por e-mail. Muito boa, por sinal:
Velocidade
Um motociclista ia a 140 km/h por uma estrada e, de repente, deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar-se: PÁ!!!
Pelo retrovisor, o cara ainda viu o bichinho dando várias piruetas no asfalto até ficar estendido. Não contendo o remorso ecológico, ele parou a moto e voltou para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto. Era tal a angústia do motociclista que ele recolheu a pequena ave, levou-o
ao veterinário, foi tratado e medicado, comprou uma gaiolinha e a levou para casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para o acidentado.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência. Ao despertar,vendo-se preso, cercado por grades, com o pedaço de pão e a vasilha de água no canto, o bicho põe as asas na cabeça e grita:
- PQP! Matei o motoqueiro!
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Oficial: as duas lojas da Kasinski fecharam as portas em Campo Grande. Notícia foi vista no fórum do Motonline e confirmda no link de revendedores da marca, no site da própria Kasinski: não aparecem lojas para Campo Grande. Somente para Rio Verde e Dourados.
Vamos ver se com a aquisição pela Zongshen a Kasinski volte a conquistar o Brasil.
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Honda CG125cc, produzida no Japão até 1992:

CG 125 japonesa, 1992

Sundown Hunter 125cc, atual
Semelhanças, coincidências, ou o quê?
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Um motociclista chinês foi encontrado vivo dentro do seu caixão, no Hospital nº6 de Heijiang, na província de Sichuan, sudoeste da China, diz o jornal Global Times.
Zhang Houming, 46 anos, foi declarado morto cerca de uma hora depois de ter sofrido um acidente contra um carro, quando regressava para casa depois do trabalho, na sexta-feira passada.
Segundo o relatório médico, o electrocardiograma feito ainda na ambulância indicou que o coração de Zhang Houming “deixou de bater e a respiração parou”.
Como causa de morte, o médico de serviço escreveu: “traumatismo craniano grave”.
Zhang Houming foi diretamente conduzido a casa mortuária do hospital, onde horas depois um irmão lhe pegou no pulso e constatou que, afinal, ele ainda estava vivo.
A família já pediu uma indenização de 1,5 milhão de yuan (150 mil euros), disse também o Jornal Global Times.
**********
Meu comentário é: Esses ‘médicos’ nunca ouviram falar em parada cardiorrespiratória, estado de choque, coisas assim?
Até eu, que de médico só tenho a caligrafia, ia sugerir que tentassem aferir a pulsação pelo pescoço, punho, quadril próximo a um dos rins, uma lanterna pra ver se as pupilas não se fechavam e se estava dilatadas e por fim, um eletroencefalograma, pra ser repetido 3 vezes no intervalo de uma hora em cada.
Comparando a China com o Brasil, ser atendido pelo SUS é praticamente ser cliente ‘vip’ de um plano de saúde de magnata, né não?
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Onde eu disse que tanto a Super 100 quanto a Hunter 100 são produzidas pela Qingqi, entenda-se que que a Zongshen produz a Hunter e a Lifan produz a Super.
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Estreando um novo cabeçalho no blog. Na foto, o motor em close da Judith, a minha Hunter 100 (meses antes da queda).
Espero que tenham gostado do novo visual.
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A leitora Patrícia postou um comentário que creio que deve ser as dúvidas de muitas pessoas que chegam aqui no blog: que moto comprar? Dafra ou Sundown? Hunter 100 ou Super 100?
Veja o que a Patrícia escreveu:
“Cara! que sorte, heim?
Estava procurando matérias sobre motos de baixas cilindradas e cá encontrei o seu blog! Muito bom!
Parabéns.
No post você citou a Super100 da Dafra como comparação a Hunter. A Dafra tem realmente qualidade inferior?
A Hunter satisfaz para percorrer distâncias pequenas? tipo casa-academia-trabalho-faculdade-casa?
E sobe ladeiras normal? Ou é forçar muito?
Desculpa por tantas perguntas é que fiquei interessada na Hunter, porém não conheço muito de moto.
Abraços e boa recuperação!”
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
E eu respondi a ela num texto longo, mas onde procurei ser esclarecedor, expondo meus pontos de vista:
Boa tarde, Patrícia!
Inicialmente, quero lhe agradecer pela sua visita ao blog, pela suas perguntas e por suas estima de minha recuperação.
Bom, vamos lá:
- Longe de se desculpar, você tem mais é que perguntar mesmo. É perguntando que passamos a saber sobre alguma coisa. E para mim, é muito bom responder perguntas como as suas, pois me estimula a pesquisar sobre novos assuntos.
-Sobre as motos, a primeira coisa que tem-se que ter em mente é que são duas motos de baixo custo produzidas na China, pelo mesmo fabricante: Qingqi e comercializadas no Brasil pela Dafra e Sundown por preços bastante parecidos: R$ 2990,00 em média, sem incluir o emplacamento e documentação.
Visualmente, as duas são gêmeas idênticas, com uma sutil diferença na alavança do afogador: na Super 100 é um pino de metal curvado em “L” e na Sundown é uma peça plástica semelhante a uma válvula/torneira. Ambas são projetos simplificados de motos urbanas, remetendo aos anos 70.
Os motores produzem potência equivalente, na casa dos 7,07 cv (como comparação, a Suzuki Yes tem 125cc de cilindrada e quase 15cv de potência). Os números se assemelham também no consumo: com média de 40 a 50 km/litro e tanque de combustível com total de 10 litros, com ligeira vantagem da Hunter, que tem 1,5 litro de reserva (8,5 litros sem a reserva).
E na hora de abastecer, começam algumas diferenças sutis: uma queixa comum de donos de Super 100 é que a moto vaza combustível pela tampa do tanque quando totalmente abastecida, por mais que se troque a tampa por outra de mesma marca e modelo.
Este é um problema que ainda não experimentei na Hunter. Normalmente uso-a até “secar o tanque”, quando falta pouquíssimo para se esgotar a reserva. Daí abasteço os dez litros, ficando no limite do abastecimento recomendado pelo fabricante. É completar o tanque, fechar e seguir trajeto. Nenhuma gota escorre de lá. Não podendo se dizer o mesmo da Super 100.
Um item de comodidade que ambas possuem é o bagageiro na traseira, que serve para transportar pequenos volumes e como alça para um eventual passageiro na garupa. Em ambas, convém não colocar peso em excesso sobre essa peça:para cada 1kg colocado sobre o bagageiro traseiro, é como se fossem colocados na verdade 7kg sobre a peça.
E aí a Dafra mostra outra vez uma face de pouca resistência: uma outra queixa tão comum quanto o vazamento de combustível é a quebra das ferragens do bagageiro, por uma, duas e até três vezes consecutivas, seja trocando a peça ou ressoldando-a.
Outro fator negativo comum é a ocorrência de infiltração de águal no painel da Dafra, havendo casos comuns de substituição integral do painel, sem que contudo, o problema fosse solucionado.
Não é intriga nem disse-me-disse. É o que verifico nos fóruns de motos e motociclismo: relatos de donos de uma e outra moto e suas dores de cabeça e alegrias.
Minha pequena Hunter atualmente está com 799,1km rodados, desde setembro/2009 e até o momento só apresentou erros de montagem pela concessionária, logo no início do uso e todos foram solucionados sem que fossem cobrados valores para isso.
Apenas essa queda que sofri é que fez com que fossem trocadas 12 peças integrantes da moto, incluindo-se aí o painel todo, que ficou bastante avariado no acidente.
No mais, a Hunter é uma motinho muito boa. É honesta: você paga 3 mil reais e vai receber uma moto que vale esse dinheiro, centavo a centavo.
No trânsito, ela é bem esperta, ágil e boa de saída nos sinais, deixando normalmente muita CG e Titan pra trás.
O consumo, como lhe disse, é campeão: de 40 a 50km/l. A motinho é leve: 86kg de peso seco e comporta uma carga máxima de 150kg somando-se o piloto, garupa, equipamentos e bagagem. Na minha Hunter, já cheguei perto desse limite carregando uma pessoa na garupa e a moto não negou serviço nem deu sinais de fraqueza.
Conferi o relato de um dono de Hunter que pesa 80kg e frequentemente anda com a esposa, que pesa menos de 60 e a motinho segue firme andando bem.
Para pequenas distâncias é uma boa pedida. Rodava com minha moto até a data do acidente uma média de 100, 120km/semana, indo de casa para o trabalho e voltando de segunda a sexta. E aos finais de semana, indo visitar amigos em bairros distantes ou simplesmente, dando uma volta na cidade pra espairecer.
Para o seu trajeto (casa, malhação, trabalho, facul e casa) ela tem tudo pra te atender bem.
O que destaco de negativo, tanto nela quanto na Super 100 são três coisas:
1 – a espuma do banco deveria ser mais densa (não dura, densa), pois após uma hora ininterrupta de andança ou mais, começa-se a sentir a ferragem do banco sob o corpo, mas isso ocorreu comigo apenas uma vez.
2 – Outro ponto ruim são os freios, que eu considerei muito pequenos pra ambas as motos, mesmo sendo de baixa cilindrada. Na dúvida, use bem o freio-motor e dirija de forma preventiva/defensiva, antecipando as reduções de velocidade e marcha quando necessário.
3 – o nível de ruído é um pouco alto do meu ponto de vista nas duas motos, mas isso é amenizado após os primeiros mil km rodados (amaciamento).
De positivo, o consumo, a valentia do motor, a baixa manutenção (Hunter. Dafra não tenho como avaliar, mas vê-se que há uma melhor aceitação da Hunter), a potência do farol da Hunter é algo a se destacar: ilumina bem, inclusive, é mais claro e tem facho mais longo comparado com motos como a Suzuki Yes / Honda CG/Titan/Fan e o baixíssimo índice de roubo.
E pra terminar, antes que eu me esqueça: a Hunter 100cc não tem medo de ladeiras. Na cidade em que moro (Campo Grande-MS), passo por uma série de ladeiras, de variadas inclinações, pois a cidade está sobre uma serra e a motinho se desloca com muita valentia. Mesmo com garupa.
Meu comentário final é este: estou satisfeito com minha Hunter100cc. Não tenho como recomendar a compra desta ou daquela marca/produto, mas no que te posso dizer de comparativo, ficaria novamente com uma Hunter, se fosse pensar em trocar de moto.
Grande abraço e continue lendo este blog. Muito obrigado pelo seu comentário!
Daniel Francelino.
Editor.
a tarde, Patrícia!
Inicialmente, quero lhe agradecer pela sua visita ao blog, pela suas perguntas e por suas estima de minha recuperação.
Bom, vamos lá:
- Longe de se desculpar, você tem mais é que perguntar mesmo. É perguntando que passamos a saber sobre alguma coisa. E para mim, é muito bom responder perguntas como as suas, pois me estimula a pesquisar sobre novos assuntos.
-Sobre as motos, a primeira coisa que tem-se que ter em mente é que são duas motos de baixo custo produzidas na China, pelo mesmo fabricante: Qingqi e comercializadas no Brasil pela Dafra e Sundown por preços bastante parecidos: R$ 2990,00 em média, sem incluir o emplacamento e documentação.
Visualmente, as duas são gêmeas idênticas, com uma sutil diferença na alavança do afogador: na Super 100 é um pino de metal curvado em “L” e na Sundown é uma peça plástica semelhante a uma válvula/torneira. Ambas são projetos simplificados de motos urbanas, remetendo aos anos 70. Os motores produzem potência equivalente, na casa dos 7,07 cv (como comparação, a Suzuki Yes tem 125cc de cilindrada e quase 15cv de potência). Os números se assemelham também no consumo: com média de 40 a 50 km/litro e tanque de combustível com total de 10 litros, com ligeira vantagem da Hunter, que tem 1,5 litro de reserva (8,5 litros sem a reserva).
E na hora de abastecer, começam algumas diferenças sutis: uma queixa comum de donos de Super 100 é que a moto vaza combustível pela tampa do tanque quando totalmente abastecida, por mais que se troque a tampa por outra de mesma marca e modelo. Este é um problema que ainda não experimentei na Hunter. Normalmente uso-a até “secar o tanque”, quando falta pouquíssimo para se esgotar a reserva. Daí abasteço os dez litros, ficando no limite do abastecimento recomendado pelo fabricante. É completar o tanque, fechar e seguir trajeto. Nenhuma gota escorre de lá. Não podendo se dizer o mesmo da Super 100.
Um item de comodidade que ambas possuem é o bagageiro na traseira, que serve para transportar pequenos volumes e como alça para um eventual passageiro na garupa. Em ambas, convém não colocar peso em excesso sobre essa peça:para cada 1kg colocado sobre o bagageiro traseiro, é como se fossem colocados na verdade 7kg sobre a peça. E aí a Dafra mostra outra vez uma face de pouca resistência: uma outra queixa tão comum quanto o vazamento de combustível é a quebra das ferragens do bagageiro, por uma, duas e até três vezes consecutivas, seja trocando a peça ou ressoldando-a.
Outro fator negativo comum é a ocorrência de infiltração de águal no painel da Dafra, havendo casos comuns de substituição integral do painel, sem que contudo, o problema fosse solucionado.
Não é intriga nem disse-me-disse. É o que verifico nos fóruns de motos e motociclismo: relatos de donos de uma e outra moto e suas dores de cabeça e alegrias.
Minha pequena Hunter atualmente está com 799,1km rodados, desde setembro/2009 e até o momento só apresentou erros de montagem pela concessionária, logo no início do uso e todos foram solucionados sem que fossem cobrados valores para isso. Apenas essa queda que sofri é que fez com que fossem trocadas 12 peças integrantes da moto, incluindo-se aí o painel todo, que ficou bastante avariado no acidente.
No mais, a Hunter é uma motinho muito boa. É honesta: você paga 3 mil reais e vai receber uma moto que vale esse dinheiro, centavo a centavo.
No trânsito, ela é bem esperta, ágil e boa de saída nos sinais, deixando normalmente muita CG e Titan pra trás. O consumo, como lhe disse, é campeão: de 40 a 50km/l. A motinho é leve: 86kg de peso seco e comporta uma carga máxima de 150kg somando-se o piloto, garupa, equipamentos e bagagem. Na minha Hunter, já cheguei perto desse limite carregando uma pessoa na garupa e a moto não negou serviço nem deu sinais de fraqueza. Conferi o relato de um dono de Hunter que pesa 80kg e frequentemente anda com a esposa, que pesa menos de 60 e a motinho segue firme andando bem.
Para pequenas distâncias é uma boa pedida. Rodava com minha moto até a data do acidente uma média de 100, 120km/semana, indo de casa para o trabalho e voltando de segunda a sexta. E aos finais de semana, indo visitar amigos em bairros distantes ou simplesmente, dando uma volta na cidade pra espairecer.
Para o seu trajeto (casa, malhação, trabalho, facul e casa) ela tem tudo pra te atender bem.
O que destaco de negativo, tanto nela quanto na Super 100 são três coisas:
1 – a espuma do banco deveria ser mais densa (não dura, densa), pois após uma hora ininterrupta de andança ou mais, começa-se a sentir a ferragem do banco sob o corpo, mas isso ocorreu comigo apenas uma vez.
2 – Outro ponto ruim são os freios, que eu considerei muito pequenos pra ambas as motos, mesmo sendo de baixa cilindrada. Na dúvida, use bem o freio-motor e dirija de forma preventiva/defensiva, antecipando as reduções de velocidade e marcha quando necessário.
3 – o nível de ruído é um pouco alto do meu ponto de vista nas duas motos, mas isso é amenizado após os primeiros mil km rodados (amaciamento).
De positivo, o consumo, a valentia do motor, a baixa manutenção (Hunter. Dafra não tenho como avaliar, mas vê-se que há uma melhor aceitação da Hunter), a potência do farol da Hunter é algo a se destacar: ilumina bem, inclusive, é mais claro e tem facho mais longo comparado com motos como a Suzuki Yes / Honda CG/Titan/Fan e o baixíssimo índice de roubo.
E pra terminar, antes que eu me esqueça: a Hunter 100cc não tem medo de ladeiras. Na cidade em que moro (Campo Grande-MS), passo por uma série de ladeiras, de variadas inclinações, pois a cidade está sobre uma serra e a motinho se desloca com muita valentia. Mesmo com garupa.
Meu comentário final é este: estou satisfeito com minha Hunter100cc. Não tenho como recomendar a compra desta ou daquela marca/produto, mas no que te posso dizer de comparativo, ficaria novamente com uma Hunter, se fosse pensar em trocar de moto.
Grande abraço e continue lendo este blog. Muito obrigado pelo seu comentário!
Daniel Francelino.
Editor.
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Saiu o orçamento de reparo da moto. Somando as peças e mão-de-obra, chega-se ao valor de R$ 745,47, não incluídos aí o desconto de 10% sobre a compra das peças. Autorizado o serviço, a pequena valente volta às atividades na sexta-feira, ou até antes.
Sobre o bagageiro que arranhou, ralou e descascou, a consultoria técnica da autorizada daqui de Campo Grande – MS disse que fica a meu critério: não pintar o bagageiro, repintar numa oficina de funilaria conveniada com eles, repintar na oficina que eu quiser ou repintar eu mesmo, no quintal de casa. Em qualquer dos casos, não haverá perda da garantia.
A lista de peças que serão substituídas:
Pára-lama dianteiro
Farol completo
Retrovisor esquerdo
Manete esquerdo
Protetor de borracha direito
Seta dianteira e traseira esquerda
Guidão
Pedaleira do piloto
Borracha da pedaleira do piloto
Painel completo
Coluna da mesa
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